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A última camada de teflon

Depois das festas na residência oficial, os britânicos estão perto de dizer basta a Boris Johnson

O premier preferiu uma desculpa esfarrapada a dizer a verdade – Imagem: Simon Dawson/N10 Downing Street
O premier preferiu uma desculpa esfarrapada a dizer a verdade – Imagem: Simon Dawson/N10 Downing Street
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A defenestração de um primeiro-ministro entre eleições geralmente é provocada por um evento sísmico. Neville Chamberlain foi obrigado a sair depois que a Noruega foi engolida por Hitler. A humilhação nacional do fracasso de Suez derrubou Anthony Eden. A impopularidade épica do imposto pessoal, que provocou tumultos, levou Margaret Thatcher a sair a contragosto. David Cameron sentiu-se obrigado a deixar o governo quando perdeu a aposta sobre o referendo do Brexit. Se Alexander Boris de Pfeffel Johnson entrar em breve para a galeria de primeiros-ministros derrubados, será porque ele participou de uma festa no jardim do Número 10 da Downing Street e seus assessores fizeram uma comemoração (“traga sua bebida”) que infringiu o lockdown na residência oficial na véspera do enterro do marido da rainha Elizabeth.

Nenhum outro governo teve um fim tão pateticamente pobre. Nenhum final para seu reinado de favela seria mais apropriado. Sempre foi altamente provável que romper as regras de modo arrogante e descarado, e depois mentir a respeito, seriam o fim de um primeiro-ministro com uma carreira histórica de desprezo casual pela verdade e a integridade.

Andrew Rawnsley

The Observer

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Fundado em 1791, é um semanário publicado sempre aos domingos no Reino Unido. Pertence ao mesmo grupo de mídia do reconhecido The Guardian.

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