Mundo

A resposta dos EUA ao anúncio do presidente da Nicarágua sobre eliminar eleições

‘Esqueçam’, disse Daniel Ortega sobre o pleito no último domingo 19

A resposta dos EUA ao anúncio do presidente da Nicarágua sobre eliminar eleições
A resposta dos EUA ao anúncio do presidente da Nicarágua sobre eliminar eleições
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Foto: INTI OCON/AFP via Getty Images
Apoie Siga-nos no

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, condenou nesta terça-feira 21 as declarações do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que descartou qualquer possibilidade de eleições em seu país que permitissem à oposição exilada chegar ao poder.

Ortega governou na década de 1980 e voltou à presidência em 2007. Desde então exerce o poder com medidas que anularam seus rivais.

“A declaração de Daniel Ortega de que, sob a ditadura de sua família, a Nicarágua jamais realizará eleições novamente, demonstra sua verdadeira natureza autoritária”, disse Rubio em um comunicado, no qual pediu à comunidade internacional que “una forças” para mostrar à “ditadura que ela não pode continuar fingindo que nada está acontecendo”.

“O povo nicaraguense tem direito de eleger seus próprios líderes mediante eleições democráticas”, acrescentou Rubio.

A Nicarágua realizaria eleições gerais em novembro, mas há um ano e meio uma profunda reforma constitucional ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos, de modo que as eleições deveriam ocorrer em novembro de 2027.

“Que esqueçam, aqui (na Nicarágua) não haverá mais eleições para que tentem por essa via agarrar o governo e agarrar o poder”, declarou Ortega no domingo 19 ao se referir a seus opositores em um ato pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, realizado em Managua.

Ortega, de 80 anos, e sua esposa Rosario Murillo, nomeada copresidente, governam a Nicarágua com poder absoluto e um forte controle sobre a sociedade nicaraguense, sobretudo após os protestos de 2018, cuja repressão deixou mais de 300 mortos, segundo a ONU.

Opositores foram presos ou forçados ao exílio, despojados de sua nacionalidade e de seus bens. Jornalistas, intelectuais e religiosos críticos ao governo tiverem destinos semelhantes. Milhares de nicaraguenses vivem refugiados na Costa Rica, Espanha e Estados Unidos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo