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Feministas históricas unem-se à cruzada para evitar o retrocesso na lei de aborto nos Estados Unidos

Legado. Como nos anos 1970, as norte-americanas são obrigadas a sair às ruas para defender direitos básicos - Imagem: José Luis Magana/AFP e Klaus Rose/DPA/AFP
Legado. Como nos anos 1970, as norte-americanas são obrigadas a sair às ruas para defender direitos básicos - Imagem: José Luis Magana/AFP e Klaus Rose/DPA/AFP
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Foi durante o feriado de Ação de Graças, ao reencontrar velhos amigos do colégio, que Frances Beal soube que ­Cordelia tinha morrido. Assim como a feminista e ativista negra, hoje com 82 anos, sua amiga tinha saído de casa para fazer a faculdade, mas não conseguiu passar pelo primeiro ano porque, como qualquer mulher que quisesse interromper uma gravidez nos Estados Unidos em 1958, foi obrigada a fazer um aborto clandestino. “Ela estava morta porque fez um aborto ilegal. E deu errado. E se você olhar as estatísticas, o número de mulheres que morreram por abortos ilegais foi enorme”, disse ­Frances, mais tarde integrante do movimento pela legalização do aborto.

Hoje, mais de 60 anos após a morte de Cordelia e quase meio século desde que a lei Roe vs. Wade legalizou o aborto, ela teme que muito mais mulheres possam morrer, pois um documento vazado revelou que a Suprema Corte parece se preparar para anular a decisão histórica. “A derrubada de Roe vs. Wade equivale ao assassinato de mulheres, e sinto em meu coração que isso acontecerá novamente”, disse a autora do panfleto pioneiro de 1969 Double Jeopardy: To Be Black and Female (Risco Duplo: Ser ­Negra e Mulher).

Miranda Bryant

Miranda Bryant

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