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2024 pode bater recorde de calor de 2023, diz ONU

Segundo a organização, a temperatura média anual em 2023 foi 1,45°C acima dos níveis da era pré-industrial

2024 pode bater recorde de calor de 2023, diz ONU
2024 pode bater recorde de calor de 2023, diz ONU
(Foto de arquivo. Outubro de 2018) Ursos polares comem lixo na Rússia. Situação causado por mudanças climáticas. Foto: AFP PHOTO / ALEXANDER GRIR
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Este ano pode quebrar o recorde de calor registrado em 2023, anunciou a ONU nesta sexta-feira (12), fazendo um novo apelo pela redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa para combater as mudanças climáticas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou que a tendência a um aquecimento como o registrado entre junho e dezembro de 2023 seguirá este ano com os efeitos do fenômeno El Niño.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) projetou, por sua vez, que há uma chance em três de que 2024 seja mais quente que 2023, e 99% de que fique entre os cinco mais quentes já registrados.

A argentina Celeste Saulo, que acaba de assumir como secretária da OMM, advertiu que é provável que El Niño continue provocando um aumento das temperaturas em 2024.

Este padrão de clima costuma estar associado a uma elevação das temperaturas em todo o mundo, e seu efeito, sentido no ano posterior ao seu surgimento.

“Visto que El Niño tende a ter seu maior impacto nas temperaturas globais depois de alcançar seu ponto máximo, em 2024 pode fazer ainda mais calor”, explicou Saulo.

O relatório anual da OMM, que compila várias bases de dados reconhecidas, confirmou que 2023 foi, “de longe”, o ano mais quente entre os registrados.

Segundo a organização, a temperatura média anual em 2023 foi 1,45°C acima dos níveis da era pré-industrial (1850-1900).

Este número é um pouco menor que a estimativa do observatório europeu do clima Copernicus. Em seu balanço divulgado na terça-feira (9), o órgão informou que o ano passado teve um aumento de 1,48°C em relação aos níveis pré-industriais.

O Acordo de Paris sobre mudança climática estabeleceu como meta limitar a alta das temperaturas a 1,5°C.

De acordo com a NOAA, a temperatura global na superfície em 2023 foi 1,18°C superior à média do século XX. Também foi mais quente que o próximo ano mais quente, 2016, por uma margem recorde de 0,15°C.

A temperatura subiu especialmente no Ártico, no norte da América do Norte, na Ásia Central, no Atlântico Norte e no leste do Pacífico tropical, indicou o relatório da NOAA.

Saulo afirmou que a mudança climática é “o maior desafio enfrentado pela humanidade”.

“Precisamos reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa e acelerar a transição para fontes renováveis de energia”, destacou.

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