CartaExpressa

Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

O ex-deputado federal está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado

Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas
Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Gage Skidmore
Apoie Siga-nos no

A Polícia Federal determinou, nesta quinta-feira 26, o afastamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da corporação até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar contra ele. A medida consta de portaria publicada no Diário Oficial da União assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro.

O PAD contra Eduardo foi aberto no final de janeiro para apurar faltas não justificadas ao trabalho em uma delegacia da PF em Angra dos Reis. A portaria que oficializa o afastamento do filho de Jair Bolsonaro estabelece que ele deve entregar sua carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis.

Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Ele deixou Brasil alegando que estaria sendo perseguido pela Justiça. Além da apuração disciplinar, o ex-deputado é réu no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República apontou que o bolsonarista teria atuado de forma reiterada para submeter interesses da República a objetivos pessoais e familiares.  Com a abertura da ação penal contra ele, no último dia 19, o ex-deputado deverá apresentar defesa e indicar testemunhas.

Ao final do processo, os ministros do STF decidirão pela absolvição ou condenação.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo