Economia

Os próximos passos da inspeção do TCU no Banco Central pelo caso Master

A Corte analisa se a autoridade monetária deixou de fiscalizar ou de considerar alternativas viáveis ao fechamento do banco de Daniel Vorcaro

Os próximos passos da inspeção do TCU no Banco Central pelo caso Master
Os próximos passos da inspeção do TCU no Banco Central pelo caso Master
Foto: TCU/Reprodução
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O Tribunal de Contas da União determinou uma inspeção no Banco Central após o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso sobre a liquidação do banco Master, considerar que as informações inicialmente enviadas pela autarquia foram insuficientes.

Em 8 de janeiro, Jesus suspendeu a inspeção diante da grande “dimensão pública” do processo. No entanto, em uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, Vital do Rêgo, decidiu-se manter a auditoria.

A determinação resultou de uma representação do subprocurador-geral do Ministério Público Junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado. Para ele, a decisão do BC “não apenas compromete a estabilidade do sistema financeiro, mas também abala a confiança do público no funcionamento das instituições financeiras”.

O TCU avalia se a autoridade monetária deixou de fiscalizar ou de considerar alternativas viáveis ao fechamento do Master. A inspeção pode resultar em penalidades para a autarquia, mas não há previsão legal de que a Corte de Contas reverta a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

Próximos passos

Neste primeiro momento, os técnicos do TCU realizam a inspeção, que se baseia na avaliação de documentos físicos diretamente na sede do BC. Na sequência, a equipe elaborará um relatório detalhando as conclusões e sugerindo algum encaminhamento.

Em seguida, o documento será submetido ao diretor e ao secretário da unidade técnica responsável. Eles poderão discordar, ajustar ou concordar com a proposta dos técnicos.

Caso a unidade técnica identifique irregularidades, o TCU deverá ouvir os responsáveis por audiência (em casos de falhas formais ou descumprimento de normas), por citação (quando há dano ao erário e necessidade de ressarcimento) ou por oitiva (para que o órgão ou a empresa interessada se manifeste sobre o mérito).

Antes de liberar o processo para o plenário da Corte, o relator poderá enviá-lo novamente ao MPTCU, que emitiria um parecer técnico independente. Por fim, Jesus elaborará seu voto e o caso irá a julgamento.

Na votação, os ministros poderão determinar ações a serem executadas pelo Banco Central — como forma de sanção por possíveis irregularidades — ou decidir pela aplicação de multa, por exemplo. O TCU também poderá considerar que não houve omissão por parte da autarquia ao liquidar o Master e, assim, arquivar o processo.

Em caso de sanção, o BC terá o direito de recorrer.

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