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MP-SP abre inquérito contra Monark e Flow por apologia ao nazismo

Procuradores veem expressa defesa de criação de um partido nazista; youtuber pode responder por dano moral coletivo

MP-SP abre inquérito contra Monark e Flow por apologia ao nazismo
MP-SP abre inquérito contra Monark e Flow por apologia ao nazismo
O youtuber Monark, do programa Flow. Foto: Reprodução
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O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação contra o apresentador do programa Flow Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, por apologia ao nazismo e discriminação contra judeus.

O pedido de abertura de inquérito é de autoria dos procuradores Anna Trotta Yaryd, Reynaldo Mapelli Júnior e Lucas Martins Bergamini, da promotoria de Direitos Humanos. Segundo eles, o youtuber disseminou conteúdo “inquestionavelmente nazista e antissemita” porque “houve expressa defesa da criação de um partido nazista”.

Os procuradores escrevem que a criação de um partido nazista representa a criação de um partido político feito para perseguir e exterminar pessoas, “notadamente judeus, mas também pessoas com deficiência, LGBTQIA+ e outras minorias”. Frisam ainda que observam “caráter racista, antissemita e o proselitismo nazista” e salientam que o podcast é assistido por mais de 400 mil pessoas.

“O discurso discriminatório contra judeus excede os limites da liberdade de expressão, sobretudo porque o antissemitismo é uma das mais antigas e deploráveis manifestações de racismo no Ocidente”, considera o pedido do MP. “A liberdade de expressão não comporta discurso de ódio, manifestação de racismo ou a prática de discriminação contra grupos sociais específicos.”

A conclusão da apuração pode fazer com que Monark responda na Justiça por dano moral coletivo ou dano à sociedade. A produtora Flow Podcast também é alvo do inquérito. Os réus têm 30 dias para se pronunciarem com informações sobre o fato.

O documento também solicita a retirada dos vídeos que tenham as declarações de Monark. Além disso, há um pedido para que a base do inquérito seja enviada à Embaixada de Israel, ao Consulado em São Paulo e à Confederação Israelita do Brasil, a Conib.

A Polícia Civil de São Paulo e a Procuradoria-Geral da República também anunciaram abertura de investigações.

 

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