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Moraes cita atuação de milícias digitais em julgamento de denúncia contra Bolsonaro: ‘Não vão nos intimidar’
O magistrado afirmou grupos seguem atuando com objetivo de manipular trechos do julgamento para disseminar desinformação
O ministro Alexandre de Moraes voltou a fazer críticas, nesta terça-feira 25, à atuação das milícias digitais durante o julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que decide se recebe ou não uma denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
De acordo com o magistrado, esses grupos continuam atuando com objetivo de manipular trechos do julgamento para disseminar desinformação e “intimidar o Poder Judiciário”. O ministro disse que foi justamente para combater essas narrativas que liberou a íntegra dos vídeos das delações do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e de outras provas do inquérito.
“Eles não entenderam que, se até agora não intimidaram o Poder Judiciário, não vão intimidar, seja com polícia, seja com milícia digitais, nacionais e estrangeiras, porque o Brasil é um país soberano e independente”, pontuou Moraes. O ministro mencionou o assunto após refutar a tese difundida por bolsonaristas de que ele teria coagido Cid a firmar o acordo de colaboração, em setembro de 2023.
Tramita no Supremo, desde 2021, um inquérito para investigar as chamadas milícias digitais. A apuração é relatada por Moraes e deu origem a outras investigações, inclusive a sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, que levou à denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Bolsonaro e outras 34 pessoas.
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