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Moraes barra pronunciamento de Queiroga sobre nova campanha de vacinação

Na decisão, o ministro sinaliza caráter político-eleitoral e alega que as informações podem ser transmitidas por outros meios

Moraes barra pronunciamento de Queiroga sobre nova campanha de vacinação
Moraes barra pronunciamento de Queiroga sobre nova campanha de vacinação
ALEXANDRE DE MORAES, MINISTRO DO STF. FOTO: NELSON JR./STF
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, negou o pedido do governo federal para que Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, faça um pronunciamento sobre a ‘Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação de 2022’. A solicitação para entrar em rede nacional de rádio e TV foi considerada de caráter ‘político-eleitoral’.

“Eventual pronunciamento, quando urgente e necessário, deve estar restrito ao objetivo educacional da campanha, o que sequer se observa no caso em tela. A despeito da louvável e relevante atuação do Sistema Único de Saúde, não se pode desvirtuar a campanha, cujo intuito é nitidamente político-eleitoral”, diz um trecho da decisão de Moraes.

A autorização, vale ressaltar, é necessária por se tratar de um período de campanha eleitoral, quando a publicidade de ações governamentais sofre uma série de restrições. Para uma nova peça ir ao ar, é preciso que o TSE autorize, assim como as entradas em rede nacional para pronunciamentos.

No caso da nova campanha de vacinação, o governo Bolsonaro obteve um aval para veicular peças publicitárias sobre os imunizantes. Na ocasião, o ministro Edson Fachin, então presidente do TSE, avaliou como necessária a veiculação das informações em uma propaganda oficial, mas negou um pronunciamento do ministro.

O governo, no entanto, reforçou a necessidade de um pronunciamento de Queiroga, o que desencadeou a nova decisão de Moraes sobre o tema. Para embasar seu despacho, o ministro argumentou que as informações importantes para a população poderiam ser veiculadas nos outros meios já autorizados por Fachin.

“Foram adotadas várias outras medidas visando à obtenção da mesma finalidade, consistente na divulgação de informações sobre a vacinação infantil, inexistindo a necessária demonstração da gravidade ou urgência que justifiquem a aparição da figura do Ministro da Saúde em cadeia nacional”, destacou o presidente do TSE.

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