CartaExpressa
Justiça do DF nega pedido para suspender cotas trans na UnB
A política de cotas da UnB destina 2% das vagas de graduação para pessoas autodeclaradas trans
A 21ª Vara Federal Cível do Distrito Federal negou um pedido de liminar que tentava suspender a reserva de vagas para pessoas trans na Universidade de Brasília.
A ação popular foi movida pela entidade Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria), e questionava a legalidade da política afirmativa adotada pela instituição.
Na decisão, o juiz Francisco Valle Brum negou o pedido destacando a autonomia universitária. Disse também que a cota não se baseia apenas em autodeclaração subjetiva e que a UnB tem uma comissão responsável por fazer a verificação.
A política de cotas da UnB destina 2% das vagas de graduação para pessoas autodeclaradas trans, incluindo travestis, mulheres e homens trans e indivíduos não-binários.
A medida, que foi aprovada por unanimidade pela universidade em outubro de 2024, tem como objetivo ampliar o acesso desse grupo ao ensino superior. A entidade pode recorrer da decisão em instâncias superiores.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


