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‘Autonomia não significa balbúrdia’, diz Gilmar Mendes em julgamento sobre penduricalhos

O Supremo julga nesta quarta duas decisões que colocaram um freio nos mecanismos que podem elevar salários acima do limite previsto na Constituição.

‘Autonomia não significa balbúrdia’, diz Gilmar Mendes em julgamento sobre penduricalhos
‘Autonomia não significa balbúrdia’, diz Gilmar Mendes em julgamento sobre penduricalhos
A decisão do ministro Gilmar Mendes sobre a Lei do Impeachment será analisada pelo plenário do STF. Foto: Fellipe Sampaio/STF
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O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou, durante o julgamento das ações que suspenderam o pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, o que chamou de “balburdia” com o orçamento público. Segundo o ministro, a autonomia administrativa e financeira não significa o desrespeito às regras do teto do funcionalismo público, hoje em 46,3 mil reais mensais.

“Autonomia financeira não havia sob o modelo anterior e havia uma dependência do apa rato do executivo para garantir a sobrevivência do Judiciário. Então essa foi uma pensata original do texto de 1988. Mas autonomia não significa balbúrdia, não significa soberania financeira“, disse o ministro nesta quarta-feira 25.

O Supremo julga nesta quarta duas decisões, de Gilmar e do ministro Flávio Dino, que colocaram um freio nos chamados penduricalhos que podem elevar salários acima do limite previsto na Constituição.

Durante a sessão no plenário, Dino ressaltou que apenas o Supremo e “talvez uma meia dúzia de órgãos” sigam o teto constitucional. Segundo ele, na prática vigora o teto “de acordo com a discricionariedade vigente em cada órgão”.

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