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Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF e cobra presunção de inocência

O presidente do Senado expressou solidariedade ao líder do governo, disse confiar que as ‘verdades’ do petista serão esclarecidas e criticou condenações antes do fim das investigações

Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF e cobra presunção de inocência
Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF e cobra presunção de inocência
O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros relacionados ao Banco Master. Nesta quinta-feira 18, Alcolumbre afirmou prestar “apoio” e “solidariedade integral” ao líder do governo no Senado e disse acreditar que, ao longo do processo, “as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona”.

Ao comentar a operação, o presidente da Casa defendeu que investigações sejam conduzidas sem condenação antecipada dos envolvidos. Alcolumbre afirmou que todos os cidadãos, independentemente do partido político, têm direito à presunção de inocência e ao pleno exercício da defesa.

O senador também criticou a reação de adversários que comemoram operações policiais quando atingem congressistas de outros partidos. Para ele, esse comportamento contribui para um ambiente de polarização e desrespeita garantias fundamentais. “Nós estamos exaltando o ódio, a raiva e a agressão contra aqueles que a gente nem sabe o que fez ou se fez”, declarou. Em outro trecho, acrescentou que “todos também têm que ter a presunção da inocência, seja ele um senador ou um deputado federal do PT ou seja ele um senador ou um deputado federal do PL”.

Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a investigação, a PF apura uma suposta relação entre o senador, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Augusto Lima, apontado como ex-sócio da instituição financeira. Os investigadores suspeitam de repasses financeiros, vantagens econômicas indevidas e possível atuação do senador em temas de interesse do banco no Congresso.

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