Humor

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Hariovaldo Almeida Prado, "quinta coluna"

por Redação — publicado 19/04/2017 10h53
O professor explica sua estratégia para assumir o controle de CartaCapital e ampliar sua cruzada contra o comunismo ateu
Arquivo pessoal
Hariovaldo Almeida Prado

Almeida Prado: quatrocentão e cristão

Não se pode duvidar do compromisso do professor Hariovaldo Almeida Prado com o combate ao comunismo ateu e a defesa da família cristã. Em nome dessa bandeira e do bem comum, o alter ego de um historiador da região Centro-Oeste, criado para satirizar a onda reacionária, mostra-se capaz de esforços inimagináveis. Duvida? Ao tomar conhecimento do projeto “sócio” de CartaCapital, Almeida Prado vislumbrou a oportunidade de assumir o controle da revista e, em nome dos homens bons da nação, fechar as portas de uma publicação "subversiva". A partir de agora, ele atuará como uma espécie de "quinta coluna" no site, na esperança de converter os infiéis. Na entrevista a seguir, Almeida Prado, o personagem, detalha sua estratégia. Acompanhe as novas seções de humor do portal.

CartaCapital: Por que o senhor aceitou associar sua página a um site “subversivo”?

Hariovaldo Almeida Prado: Comprei várias cotas de sócio CartaCapital para assumir o controle majoritário deste sítio noticioso bolchevista, que tanto incomoda os homens bons da nação, para por termo às suas notícias e análises injuriosas aos legítimos mandantes do País, as quais destoam da grande mídia isenta e imparcial, capitaneada pela Emissora da Revolução.

CC: O senhor acredita ser possível converter perigosos comunistas em "homens de bem"?

HAM: Todo homem pode ser salvo pela fé. Aí estão Roberto Freire, Aloysio Nunes Ferreira e Marta Suplicy para provar.

CC: Como imagina o futuro do Brasil?

HAM: Excelente. A situação melhorou muito desde que a búlgara usurpadora foi apeada do poder, não há como negar. A economia nacional está em notável crescimento, a terceirização e o aumento da idade mínima para aposentadoria acabará com o desemprego, colocando o País em nível de igualdade com o Sudeste Asiático e os tigres africanos, no que tange à mão-de-obra. Os investimentos estão voltando com a solidez das contas públicas e a nação é destaque no cenário internacional, não há como ser pessimista.

CC: O silêncio das Forças Armadas não o deixa angustiado?

HAM: Ao contrário, considero o silêncio muito adequado, sinal de que a nação está no rumo certo com o desmonte do projeto nacionalista dos comunistas, com a retração dos investimentos no setor bélico, e com a prisão daquele almirante insubordinado que queria dotar o País de um submarino nuclear que ameaçaria o livre curso da IV Frota em nosso litoral. Merecem nossos parabéns.

CC: O que acha da nova fase da Operação Lava Jato? Não o surpreende o fato de existirem corruptos que não sejam do PT ou esquerdistas?

HAM: Esses relatos liberados por um ministro da Corte Maior devem ser vistos com reservas, pois, em princípio, foram liberados sem o consentimento da Lava Jato, e podem estar contaminados com ideias bolchevistas. Não há como crer que determinados homens bons denunciados estejam envolvidos em algum malfeito. Oras, qualquer homem de bem convive diariamente com inúmeros depósitos de altas quantias, aqui e no exterior, e isso, como disse o juiz mouro, não significa que sejam maus. Eu coloco minha mão no fogo por qualquer denunciado que não seja do PT.

CC: Por que o governo Temer não consegue apoio internacional?

HAM: Não consegue porque a ONU está conspurcada pelos governos comunistas ateus. Temer deve procurar guarida em  governos de homens bons, como Hassanal Bolkiah, de Brunei, Teodoro Mbasogo, da Guiné, e Robert Mugabe, do Zimbábue, além do nosso irmão argentino Mauricio Macri. Assim como prevíamos que a reação em cadeia que libertou Honduras em 2009 chegaria ao Brasil, o governo Temer deveria ter se preparado melhor no campo internacional, fundando a APLB, Aliança dos Países Libertos do Bolivarianismo, para assim agir em bloco contra o bolchevismo internacional.