Esporte
‘Sua dedicação elevou o nome do País’, diz Lula; veja reações à morte de Oscar Schmidt
Autoridades destacaram a trajetória do Mão Santa nas redes sociais
O presidente Lula (PT) lamentou, nesta sexta-feira 17, a morte de Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro. Em publicação nas redes sociais, o petista chamou o craque de “exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção”.
Na postagem, Lula exaltou o que classifica como “o momento mais simbólico” da carreira de Oscar: a vitória por 120 a 115 do Brasil sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987. “Sua dedicação elevou o nome do País e fez dele inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte”, finalizou o presidente, que manifestou solidariedade aos familiares de Oscar.
A causa da morte do ex-atleta não foi divulgada. Ele passou mal pela manhã, foi socorrido e levado a um hospital em São Paulo, onde recebeu atendimento. Oscar lutava contra um tumor cerebral há 15 anos. “Enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, destacou a família, por meio de nota.
Em nota, o Ministério dos Esportes também lamentou a perda e destacou o “legado inesquecível” e a “carreira brilhante” de Oscar, ressaltando números do maior cestinha da história da Seleção Brasileira. A manifestação da pasta pontuou ainda que o impacto da carreira de Oscar Schmidt extrapolou o Brasil, fazendo dele uma referência do basquete mundial.
Outras autoridades também se pronunciaram. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) escreveu que Oscar “não foi só um jogador de basquete, foi uma lenda do basquete mundial, que sempre colocou a defesa do Brasil nas quadras em primeiro lugar”.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que a história da lenda do basquete “permanecerá viva na memória dos brasileiros”. “Ícone do basquete brasileiro, Oscar construiu uma trajetória marcada por talento e dedicação, tornando-se um dos maiores pontuadores do basquete mundial e levando o nome do Brasil ao reconhecimento internacional.”
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, destacou que Oscar foi “gigante na trajetória e no talento”, deixando como “principal marca seus momentos de garra e amor ao esporte e à camisa da Seleção Brasileira”.
Pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) comentou: “Que a sua vontade de vencer, amor à Pátria, disciplina e determinação inspirem a todos nós, em especial jovens e crianças. Que Deus o tenha ao seu lado e conforte familiares e amigos”.
O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, afirmou que Oscar “transformou o basquete em paixão nacional com sua precisão, sua garra e sua entrega em cada jogo”. “Seu legado é eterno e seguirá ecoando em cada cesta e em cada jovem que sonha com o esporte. Nossa solidariedade à família, amigos e fãs”, completou.
A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) declarou que a morte de Oscar “deixa um vazio imenso no coração de quem ama o basquete e de todos que se inspiraram na sua história”. Por sua vez, a NBA Brasil relembrou que o jogador foi selecionado no Draft de 1984, mas optou por não atuar na liga para seguir defendendo a Seleção Brasileira. ““Nesse momento de profunda tristeza, os pensamentos estão com a família, amigos e milhões de fãs do nosso eterno Mão Santa.”
O apresentador Tadeu Schmidt, irmão de Oscar, publicou uma homenagem nas redes: “Meu maior ídolo! Minha maior referência! Maior exemplo de dedicação e amor à profissão! Que história incrível você escreveu, meu irmão! Descanse em paz”. Filho do ex-atleta, Felipe Schmidt lamentou o falecimento do pai e pediu que as pessoas celebrem os feitos do Mão Santa nas quadras e fora delas.
Considerado um dos maiores expoentes do esporte brasileiro, Oscar Schmidt nasceu em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, e construiu uma trajetória marcada por feitos históricos. Ele detém o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos somados ao longo de cinco edições, de Moscou-1980 a Atlanta-1996.
Ao longo de cerca de 25 temporadas como profissional, acumulou mais de 49 mil pontos, figurando entre os maiores cestinhas do basquete mundial. Com a Seleção Brasileira, disputou 326 partidas oficiais.
Conhecido pelo apelido Mão Santa, em referência à precisão de seus arremessos, Oscar também ficou marcado pela decisão de se recusar a jogar na NBA, mesmo após ser selecionado no draft, para manter o vínculo com a Seleção Brasileira em um período em que a liga não liberava seus atletas para competições internacionais.
No Brasil, defendeu clubes como Sírio e Palmeiras, além de ter jogado no basquete europeu, com passagem pela Itália. Fora das quadras, passou a trabalhar como palestrante. O velório e enterro dele serão restritos à família e amigos.
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