Esporte

Ministérios manifestam solidariedade a Vini Jr. e dizem que vão acompanhar investigação

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também lamentou o incidente

Ministérios manifestam solidariedade a Vini Jr. e dizem que vão acompanhar investigação
Ministérios manifestam solidariedade a Vini Jr. e dizem que vão acompanhar investigação
O atacante argentino do Benfica, número 25, Gianluca Prestianni, cobre a boca enquanto discute com o atacante brasileiro do Real Madrid, número 7, Vinicius Junior, que se queixou de supostos insultos racistas durante o jogo de ida da fase eliminatória da Liga dos Campeões. Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
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Os ministérios do Esporte e da Igualdade Racial divulgaram nota nesta quarta-feira 18 em que manifestam solidariedade ao atleta Vini Jr. após o episódio de racismo sofrido por ele na véspera, durante uma partida pela Champions League.

Após marcar o primeiro gol do duelo entre Real Madrid e Benfica, o brasileiro relatou ao árbitro francês François Letexier ter ouvido uma ofensa racista de Gianluca Prestianni, atacante argentino do time rival, que nega as acusações. A partida foi interrompida por 10 minutos após o acionamento do protocolo antirracismo da Fifa, mas Prestianni não foi punido porque cobriu a boca com a camiseta quando se dirigiu a Vini Jr., impedindo que o VAR fizesse algum tipo de leitura labial.

No comunicado, as pastas informaram que acompanharão os desdobramentos da investigação aberta pela União das Associações Europeias de Futebol, a Uefa, na “expectativa de que sejam adotadas medidas firmes para responsabilizar os envolvidos” e prevenir novos episódios.

“É inaceitável que manifestações racistas ocorram em ambientes esportivos, que devem ser espaços de respeito, convivência e promoção da igualdade racial. O racismo é uma violação de direitos humanos e um atentado aos princípios fundamentais do esporte. Racismo é crime”, diz o texto divulgado conjuntamente pelos dois ministérios.

A Confederação Brasileira de Futebol e outros jogadores publicaram notas e fizeram declarações de apoio a Vini, inclusive o francês Kylian Mbappé, que disse ter ouvido as ofensas. Já o Benfica afirmou, em publicação nas redes sociais, que os companheiros de time do brasileiro não estavam próximos o bastante para escutar o que disse Prestianni.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também lamentou o incidente. “Não existe absolutamente nenhum espaço para o racismo no nosso esporte e na sociedade —nós precisamos que todas as partes interessadas relevantes tomem providências e responsabilizem os culpados”.

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