Esporte

México, EUA e Canadá definem protocolos para a Copa após surto de ebola

A seleção da República Democrática do Congo, país atingido pela epidemia do vírus, vai disputar o Mundial

México, EUA e Canadá definem protocolos para a Copa após surto de ebola
México, EUA e Canadá definem protocolos para a Copa após surto de ebola
Mural pintado na Cidade do México às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026 – foto: Alfredo Estrella/AFP
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O governo mexicano afirmou, nesta terça-feira 26, que coordena com Estados Unidos e Canadá medidas que serão implementadas durante a Copa do Mundo de futebol para prevenir contágios de ebola, que afeta países africanos.

A equipe da República Democrática do Congo, país atingido por uma epidemia deste vírus mortal, disputará seus jogos da primeira fase do torneio em campos americanos e mexicanos.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a epidemia na República Democrática do Congo é “extremamente grave e difícil” e ameaça ao menos uma dezena de outros países africanos.

“Estamos implementando protocolos de vigilância epidemiológica em coordenação com os Estados Unidos e o Canadá no contexto fundamentalmente da Copa do Mundo”, disse David Kershenobich, secretário de Saúde mexicano, durante a entrevista coletiva presidencial.

O funcionário detalhou que estão previstas medidas de isolamento e um acompanhamento estreito por parte das autoridades dos setores de saúde e turismo.

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram que a seleção da República Democrática do Congo deverá permanecer isolada durante 21 dias antes de entrar no país, onde estreia em 17 de junho contra Portugal, em Houston.

O segundo jogo da equipe africana será contra a Colômbia em Guadalajara, no oeste do México, país que estima receber mais de cinco milhões de turistas durante a Copa do Mundo da América do Norte.

O último jogo dos congoleses, que terão seu centro de treinamento em Houston, será em 27 de junho, em Atlanta, contra o Uzbequistão.

A OMS estima em 220 o número de mortes pelo surto nesse país, dez delas confirmadas. A cifra de supostos contágios supera 900 casos. Uganda é o outro país africano afetado e, até segunda-feira, contabilizava sete casos confirmados.

O surto atual é da cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento específico.

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