Esporte
Justiça anula multa de R$ 16 milhões contra Neymar por danos ambientais
O jogador do Santos foi acusado de ‘causar poluição’ em Mangaratiba ao despejar resíduos de construção na água
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou uma multa de 16 milhões de reais que uma autoridade local havia imposto ao astro Neymar por supostos danos ambientais causados durante a construção de um lago artificial em sua mansão.
Neymar havia sido multado em julho de 2023 pela prefeitura de Mangaratiba, cidade turística localizada a aproximadamente 130 quilômetros do Rio, onde o maior artilheiro da história da seleção brasileira tem uma casa.
“Ney” foi acusado de “causar poluição” em duas baías da região ao despejar resíduos de construção em suas águas.
No entanto, o tribunal decidiu agora que a multa “deve ser declarada nula e sem efeito” devido a falhas na investigação, segundo uma decisão judicial obtida pela AFP nesta terça-feira 31.
A lavratura do auto de infração teve por base apenas “fotografias e vídeos enviados” em outubro de 2019 “por meio de denúncia anônima”, e as autoridades ambientais deixaram de verificar as informações, observou o juiz responsável pelo caso.
Além disso, a equipe de defesa do jogador do Santos apresentou um laudo técnico atestando que a qualidade da água na região, na data do suposto despejo, estava dentro dos limites permitidos.
“As investigações foram concebidas em razão da tamanha espetacularização midiática aderida ao caso, unicamente pelo envolvimento do nome do autor que é atleta mundialmente conhecido”, afirmou a equipe jurídica de Neymar.
A multa estava suspensa desde 2024. O atacante de 34 anos retornou ao Brasil em 2025 para atuar pelo Santos. Desde então, lesões frequentes o impediram de brilhar com a camisa do Peixe, e seu objetivo de disputar a Copa do Mundo de 2026 pela seleção brasileira parece estar cada vez mais distante.
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