Esporte
Irã estará na Copa do Mundo, afirma o presidente da Fifa
Gianni Infantino viajou à Turquia para acompanhar um amistoso da seleção iraniana. Jogos na Copa seguirão nos Estados Unidos
“O Irã estará na Copa do Mundo“, afirmou nesta terça-feira 31 à AFP o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que está em Antalya, sul da Turquia, para acompanhar um amistoso da seleção de futebol iraniana.
A participação da equipe se tornou incerta. Classificada nas eliminatórias asiáticas, a seleção do país está ameaçada de não participar da competição diante do conflito em andamento após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro e das consequentes respostas do regime iraniano.
“Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente”, acrescentou o presidente da entidade que comanda o futebol mundial durante o intervalo da partida entre Irã e Costa Rica na Turquia.
“Encontrei a equipe, conversei com os jogadores, com o treinador, está tudo bem”, acrescentou Infantino, antes de destacar que “as partidas serão disputadas onde têm que ser disputadas, de acordo com o sorteio”.
O Irã havia solicitado disputar seus jogos da primeira fase do torneio (de 11 de junho a 19 de julho) no México, e não nos Estados Unidos, como determinou o sorteio.
Não é a primeira vez que Infantino se manifesta sobre a situação da equipe iraniana em meio ao conflito no Oriente Médio. Em 11 de março, ele afirmou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria dito que a seleção seria “bem-vinda”. No dia seguinte, porém, Trump declarou que a participação iraniana não seria “apropriada”.
Segundo a tabela oficial do torneio, na primeira fase o Irã enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, e depois o Egito em Seattle.
O centro de treinamento da seleção iraniana estava previsto para Tucson, no Arizona.
O presidente da Fifa, cuja presença em Antalya não havia sido anunciada, seguiu para a tribuna pouco antes do início da partida e posou para algumas fotos com vários integrantes da Federação Iraniana.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



