Esporte
Fifa decide não punir árbitro acusado de fazer gesto supremacista
A entidade máxima do futebol afirmou que ‘não encontrou evidências de violação do Código Disciplinar’
Após investigar o suposto gesto supremacista feito pelo assistente de VAR Shaun Evans durante a partida entre Alemanha e Curaçao, a Fifa anunciou nesta segunda-feira 15 que não encontrou evidências de que o árbitro australiano tenha cometido qualquer irregularidade e, portanto, ele não será punido.
Em comunicado, a entidade máxima do futebol afirmou que “não encontrou evidências de violação do Código Disciplinar”.
Para chegar essa decisão, a Fifa também se baseou na declaração do próprio árbitro, na qual ele negou ter feito “intencionalmente qualquer gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo”.
“A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um tique involuntário, subconsciente, e naquele momento eu não tinha consciência de tê-lo feito”, explicou Evans.
“Entendo como o gesto foi interpretado e lamento. No entanto, quero ser muito claro e afirmar categoricamente que não fiz de forma consciente e deliberada o gesto que foi sugerido”, acrescentou.
No domingo, durante a transmissão televisiva pré-jogo da partida do Grupo E da Copa do Mundo entre Alemanha e Curaçao (vitória dos europeus por 7 a 1), enquanto a equipe de arbitragem era apresentada, imagens da sala do VAR mostraram Evans com o braço esquerdo estendido e próximo à perna direita.
Pouco depois, o árbitro assistente mudou o gesto com a mão e aparentemente fez um sinal associado a discurso de ódio, formando um círculo com o polegar e o indicador enquanto estendia o dedo médio, o anelar e o mínimo.
O sinal, conhecido como “OK”, é associado a grupos supremacistas brancos, que afirmam que ele representa as letras “W” e “P” de “White Power” (“Poder Branco”), de acordo com a Liga Antidifamação (ADL), uma ONG americana que combate a intolerância.
A imagem do árbitro de 38 anos se espalhou rapidamente nas redes sociais, gerando controvérsia e acusações de supremacia branca contra Evans.
“Isso é inaceitável”, escreveu um usuário no X junto com um vídeo da cena que viralizou.
“Esse símbolo foi apropriado por supremacistas brancos como um símbolo de ódio”, disse outro usuário na mesma rede social.
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