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Esporte universitário dos EUA restringe participação de atletas trans

A medida foi adotada pela NCAA, organização que rege o esporte universitário no país, um dia após Trump emitir uma ordem executiva que pretende vetar a participação de atletas trans nos esportes femininos

Esporte universitário dos EUA restringe participação de atletas trans
Esporte universitário dos EUA restringe participação de atletas trans
Charlie Baker, o presidente da NCAA, organização que rege o esporte universitário nos EUA, foi mais um a se alinhar com Trump. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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A organização que rege o esporte universitário nos Estados Unidos mudou, nesta quinta-feira 6, sua política de participação de estudantes transgênero, permitindo que apenas os que foram designados como do sexo feminino ao nascer participem das competições de mulheres.

A National Collegiate Athletic Association (NCAA) assumiu essa medida um dia depois de o presidente Donald Trump emitir uma ordem executiva que pretende vetar a participação de atletas trans nos esportes femininos.

A ordem implica que as agências federais neguem financiamento a grupos que não levem em conta o sexo designado aos atletas ao nascer para determinar seu gênero.

A NCAA compreende aproximadamente 1.100 universidades nos 50 estados do país e mais de 530 mil estudantes-atletas.

“Acreditamos firmemente que regras de elegibilidade claras, consistentes e uniformes servirão melhor aos estudantes, em vez de uma colcha de retalhos de leis estaduais contraditórias e decisões judiciais”, disse o presidente da NCAA, Charlie Baker, em comunicado.

Trump vangloriou-se nas redes sociais do alcance de sua decisão.

“Notícias emocionantes! Devido à minha Ordem Executiva, que assinei ontem com orgulho, a NCAA mudou oficialmente a sua política de permitir homens nos Esportes Femininos. AGORA ESTÁ PROIBIDO!”, escreveu.

No ano passado, Baker disse que tinha conhecimento de apenas 10 atletas transgênero na NCAA. O assunto, no entanto, ganhou destaque quando três ex-companheiras de equipe de Lia Thomas, uma nadadora transgênero da Universidade da Pensilvânia, processaram a NCAA e a faculdade por permitirem que Thomas competisse em seus campeonatos.

Também houve equipes de voleibol feminino que se recusaram a jogar contra o combinado da Universidade Estadual de San José por afirmações não confirmadas de que a equipe contava com uma jogadora trans.

A nova regra

A regra anterior da NCAA sobre atletas trans significava aderir à posição do órgão dirigente de cada esporte nos Estados Unidos ou às regras da federação internacional envolvida.

A NCAA, indicou Baker, trabalha para alinhar suas políticas à ordem executiva de Trump e “seguirá ajudando a fomentar ambientes acolhedores nos campi para todos os estudantes-atletas”.

De acordo com a nova regra, um aluno que foi designado como do sexo feminino ao nascer, mas iniciou a terapia hormonal com testosterona, não poderá competir no time universitário feminino. Contudo, terá a possibilidade de treinar com uma equipe feminina e receber benefícios como atendimento médico.

“Essa política entra em vigor imediatamente e se aplica a todos os estudantes-atletas independentemente das revisões prévias de elegibilidade sob a política anterior de participação transgênero da NCAA”, assinalou a organização.

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