Esporte
Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista o bi mundial após 16 anos
Com um chute potente de Ferran Torres, os espanhóis encerraram a resistência heroica do goleiro da ‘Albiceleste’, Emiliano ‘Dibu’ Martínez
Um por todos, todos por um: impulsionada por um esforço coletivo, a Espanha neutralizou Lionel Messi e se sagrou campeã da Copa do Mundo de 2026, derrotando a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo 19, nos arredores de Nova York.
A ‘Roja’ de Luis de la Fuente conquistou sua segunda estrela 16 anos após ter levantado o título pela primeira vez na Copa da África do Sul, em 2010.
A equipe alcançou esse feito durante a primeira aparição de Donald Trump no torneio, mantendo-se fiel à sua fórmula de domínio e posse de bola, uma combinação que lhe permitiu construir uma defesa sólida como uma rocha e um ataque implacável.
Com um chute potente de Ferran Torres (106′), que havia começado o jogo no banco de reservas, os espanhóis encerraram a resistência heroica do goleiro da ‘Albiceleste’, Emiliano ‘Dibu’ Martínez, o grande destaque do dia de calor intenso no MetLife Stadium, com onze defesas.
A ‘Roja’ proporcionou uma despedida amarga a Messi, que, aos 39 anos, disputou aquela que ele declarou ser sua última partida em Copas do Mundo e não conseguiu defender o título conquistado no Catar em 2022.
Na partida mais decisiva, o camisa 10 não conseguiu repetir o brilho que havia demonstrado ao longo do torneio, uma competição na qual a ‘Albiceleste’ parecia destinada à imortalidade, protagonizando viradas tão dramáticas quanto incríveis.
Contudo, a equipe se deparou com uma Espanha que fez jus ao seu status de favorita na maior Copa do Mundo da história, um torneio disputado em três países e com a participação de 48 seleções.
Apesar de ver uma versão bem mais “pé no chão” de Lamine Yamal, sua joia de 19 anos, a ‘Albiceleste’ acabou erguendo o pesado troféu de ouro após eliminar verdadeiros pesos-pesados: Portugal (1–0) nas oitavas de final, Bélgica (2–1) nas quartas de final e França (2–0) nas semifinais.
Sob o olhar atento dos heróis do triunfo de 2010, presentes no estádio em East Rutherford, Nova Jersey, os espanhóis derrotaram os sul-americanos, que não conseguiram acertar um único chute na direção do gol até já estarem em desvantagem.
Para piorar a situação, a Argentina jogou os minutos finais com dez homens depois que o meio-campista Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos (90+3′) por uma falta em Pau Cubarsí que lhe rendeu o segundo cartão amarelo.
Escalações:
Espanha: Unai Simón – Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte (Eric García 99′), Marc Cucurella – Rodri (cap), Fabián Ruiz (Pedri 62′) (Martin Zubimendi 99′) – Lamine Yamal, Dani Olmo (Mikel Merino 75′), Álex Baena (Nico Williams 75′) – Mikel Oyarzabal (Ferran Torres 62′). Técnico: Luis de la Fuente.
Argentina: Emiliano Martínez – Gonzalo Montiel (Nahuel Molina Lucero 58′), Cristian Romero (Facundo Medina 70′), Lisandro Martínez (Nicolás Otamendi 44′), Nicolás Tagliafico – Rodrigo De Paul (Giuliano Simeone 71′), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Nicolás González (Leandro Paredes 46′) – Lionel Messi (cap), Julián Álvarez (Marcos Senesi 102′). Técnico: Lionel Scaloni.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



