Esporte
Como funcionava a suposta fraude em salários de jogadores de futebol da Série A do Brasileirão
Esquema teria tido como vítimas o atacante Gabriel Barbosa, do Cruzeiro, e o zagueiro Walter Kannemann, do Grêmio
Uma operação realizada em quatro estados nesta terça-feira 24 teve como alvo uma organização criminosa que, segundo a polícia, é especializada em interceptar rendimentos de atletas profissionais por meio de fraude.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, o esquema teria feito vítimas entre atletas de peso da Série A do Campeonato Brasileiro. Nomes como Gabriel Barbosa — conhecido como Gabigol, que atualmente defende o Cruzeiro — e o zagueiro argentino Walter Kannemann, do Grêmio, aparecem entre os citados.
Cinco pessoas foram presas. Duas delas estavam em Curitiba, incluindo o suspeito de coordenar o grupo. Outros três foram presos em Rondônia.
Como funcionava o esquema
A investigação mostrou que os suspeitos elaboravam documentos falsificados em nome dos atletas. Com os documentos falsos em mãos, a organização entrava em contato direto com instituições financeiras e solicitava a transferência automática dos vencimentos dos jogadores para contas sob o controle do grupo.
Com os valores direcionados, os suspeitos faziam múltiplas operações financeiras, incluindo retiradas em dinheiro. Essa era uma forma de dificultar o acesso à origem do recurso.
Para deflagrar a operação desta terça, foram executadas 33 ordens judiciais, sendo 22 de busca e apreensão, nove de prisão preventiva e duas de prisão temporária. As identidades dos alvos ainda não foram reveladas. A lista completa de possíveis vítimas do esquema também não foi divulgada.
Fraude foi descoberta por bancos
De acordo com a polícia, a quadrilha teria sido desmantelada após instituições financeiras identificarem irregularidades e formalizarem denúncias sobre o esquema. A suspeita é de que o grupo tenha movimentado 1,2 milhão de reais. Os jogadores já foram informados da ação.
Os suspeitos podem responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude eletrônica, falsidade ideológica e falsificação documental.
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