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Caso Ednaldo: TJ-RJ marca audiência para ouvir vice da CBF sobre situação mental e física

A ordem partiu do ministro do STF Gilmar Mendes diante de pedidos para afastar o presidente da entidade

Caso Ednaldo: TJ-RJ marca audiência para ouvir vice da CBF sobre situação mental e física
Caso Ednaldo: TJ-RJ marca audiência para ouvir vice da CBF sobre situação mental e física
Este é Coronel Nunes - Lucas Figueiredo/MowaPress/Divulgação
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O desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, convocou o vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, para comprovar suas condições físicas e cognitivas em uma audiência marcada para a próxima segunda-feira 12.

A ordem, assinada nesta sexta 9, ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes mandar o TJ investigar uma suposta falsificação da assinatura de Nunes no acordo que validou a eleição de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF. Os indícios de fraude foram levados à Corte pela deputada Daniela Carneiro (União-RJ) e por Fernando Sarney, um dos vice-presidentes da entidade.

Zefiro é o mesmo magistrado que, em 2023, assinou a decisão que afastou Ednaldo do comando da confederação. No novo despacho, o desembargador da 21ª Câmara de Direito Privado ressaltou que, como Nunes tem uma saúde fragilizada, a intimação deve ser endereçada ao advogado André Mattos, diretor-jurídico da CBF que o representou na assinatura do acordo.

A suspeita de fraude se baseia em um laudo assinado pela perita em documentoscopia Jacqueline Tirotti, a concluir que “as assinaturas questionadas divergem do punho periciado do vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima em características personalíssimas e imperceptíveis”. Ao acionarem o STF, Carneiro e Sarney buscavam rever o acordo e afastar Ednaldo da presidência da CBF.

Mendes, porém, indeferiu os pedidos. Apesar disso, anotou que os documentos anexados aos autos apresentam “notícias e graves suspeitas de vícios de consentimento capazes de macular o negócio jurídico entabulado”. O acordo questionado foi assinado em março de 2022 com as assinaturas de cinco dirigentes — entre eles, Coronel Nunes — e homologado pelo STF em fevereiro deste ano.

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