Weintraub usa ‘Singing in the Rain’ para negar cortes no Museu Nacional

Ministro postou vídeo com o clássico ao fundo e usando um guarda-chuva para dizer que 'está chovendo fake news'

Foto: Reprodução/Twitter

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Educação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, decidiu entrar dançando o clássico “Singing in the Rain” em um vídeo para refutar, segundo ele, “a chuva de fake news” – o que se configurou como mais uma oportunidade de o governo atacar a imprensa.

No vídeo, o ministro nega influência do MEC sobre um corte orçamentário de 12 milhões nas obras do Museu Nacional, apurado em reportagem do UOL.

“Novamente, um veículo de comunicação das pessoas que estão de mal com a vida tenta macular a imagem do MEC”, diz Weinstraub. Segundo ele, a bancada parlamentar carioca que decidiu reduzir o orçamento da emenda complementar destinada à reconstrução do Museu, que pegou fogo em setembro de 2018.

“Infelizmente, mais uma mentira. Para de chover aqui no MEC!”, encerrou.

Entenda

O corte geral nos ministérios, anunciado no fim de abril, pode atingir somente as chamadas despesas discricionárias – que não são mandatórias, como salários e previdência de funcionários.

A reportagem diz que o valor de 55 milhões originalmente proposto pelos parlamentares foi cortado por determinação do Ministério da Economia, que determinou um contingenciamento ‘linear’ de 1 bilhão sobre todas as emendas – incluindo as chamadas ’emendas impositivas’, que devem ser pagas pelo governo. Era o caso da aprovada para o Museu Nacional.

No entanto, após a determinação do ministério chefiado por Paulo Guedes, os parlamentares do Rio de Janeiro deveriam escolher quais seriam prioritárias ou não. O MEC afirma que a redução dos recursos cabe à bancada, e não ao órgão.

“No caso dessa emenda, a bancada decidiu reduzir os recursos para 43,1 milhões. No entanto, até o momento, a UFRJ não apresentou o plano de trabalho para o início das obras, ou seja, o valor disponibilizado só será liberado após a conclusão e aprovação do plano”, informou o ministério em nota ao UOL, que publicou os pareceres do Ministério.

 

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