Weintraub minimiza vazamento de foto da prova do Enem

Em falha da segurança, candidato entrou com celular na sala, fotografou a prova e divulgou a imagem nas redes sociais

Ministro Abraham Weintraub visita centro de controle e segurança do Enem (Foto: Luis Fortes/MEC)

Ministro Abraham Weintraub visita centro de controle e segurança do Enem (Foto: Luis Fortes/MEC)

Educação

O primeiro Enem do governo Bolsonaro foi marcado por uma falha na segurança. Um dos candidatos conseguiu entrar no local da prova com um celular, que usou para tirar uma foto e postar a imagem nas redes sociais.

Candidato postou a foto da prova deste domingo do Enem 2019 (Reprodução/Twitter)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou que a foto era mesmo da prova aplicada nesse domingo 3 – a segunda prova será no próximo domingo, dia 10 -, mas minimizou o vazamento. “A foto é verdadeira, mas em nada compromete a realização do Enem”, disse Weintraub em vídeo postado em sua conta no Twitter.


O MEC trabalha com a possibilidade de que o vazamento tenha ocorrido em Pernambuco. “Isso aparentemente aconteceu em Pernambuco e a gente já está chegando ao nome da pessoa”, disse o ministro. Segundo ele, o caso está sendo investigado pela Polícia Federal.

Em nota, o Inep confirmou que a imagem é real, mas afirmou que ela foi divulgada após a realização dos procedimentos de segurança, quando os estudantes já estavam todos nas salas de aplicação. Portanto, não haverá prejuízo aos participantes.

“Todos os procedimentos de segurança já haviam sido realizados, a prova já havia sido distribuída para todo mundo e alguém tuitou uma foto e colocou nas redes. Isso não compromete em nada, tudo segue normal”, disse o ministro.

Pelas regras do exame, é proibido o uso de aparelhos eletrônicos no local de aplicação do Enem, como celulares. Eles devem ser desligados e colocados dentro do envelope porta-objetos que cada candidato recebe. O uso desses objetos leva à eliminação do candidato.

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem