Educação

USP propõe contratar 148 professores temporários em 45 dias em troca do fim da greve estudantil

A falta de reposição fez o número de docentes cair de 5.934 para 4.892 entre 2014 e 2022

USP propõe contratar 148 professores temporários em 45 dias em troca do fim da greve estudantil
USP propõe contratar 148 professores temporários em 45 dias em troca do fim da greve estudantil
Alunos na assembleia geral da USP sobre a greve estudantil, no vão da FFLCH. Foto: Sebastião Moura, 19/09/23
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A reitoria da Universidade de São Paulo propôs contratar 148 professores temporários em troca do fim da greve que já dura mais de três semanas na instituição. O plano foi apresentado durante reunião de negociação com estudantes na tarde desta quarta-feira 4.

Iniciado pelos alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, o movimento grevista exige da reitoria um plano para contratar professores efetivos, em resposta ao cancelamento de disciplinas e à ameaça de suspensão de cursos devido à escassez de docentes.

A falta de reposição do corpo docente, diante de aposentadorias e mortes, fez o número de professores cair de 5.934 para 4.892 entre 2014 e 2022, segundo dados do anuário da instituição.

Em 2022, a USP já havia anunciado a contratação de 879 professores para conter o déficit. Entre as vagas disponibilizadas, apenas 238 já foram preenchidas.

O reitor Carlos Gilberto Carlotti Jr. e a vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda estiveram à frente das negociações com os alunos.

O processo de contratação dos docentes deve acontecer nos próximos 45 dias, “com reposição via concursos até o meio de 2024”, segundo os estudantes. Os cargos seriam distribuídos para as faculdades mais necessitadas.

Além disso, a reitoria teria se comprometido a debater no Conselho Universitário a proposta de reposição imediata dos professores em casos de aposentadoria, exoneração e morte, o chamado “gatilho automático”.

O acordo firmado entre lideranças da greve e a reitoria ainda inclui a garantia do fornecimento de refeições em todos os restaurantes universitários aos sábados.

Integrantes do movimento grevista devem se reunir na próxima segunda-feira 9 para decidir se interrompem a paralisação.

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