Educação

“Uma pessoa que sabe ler e escrever não vota no PT”, diz Weintraub

Sobre o golpe de 1964, novo titular do MEC diz: “Evidentemente que houve ruptura. Mas essa ruptura foi dentro de regras”

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Na manhã desta segunda-feira 8, o presidente Jair Bolsonaro anunciou em seu Twitter o nome do novo ministro da Educação: Abraham Weintraub. O economista, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já atuava no governo como assessor executivo da Casa Civil e fazia lobby no Congresso para a aprovação da Reforma da Previdência.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira 10, o novo integrante do primeiro escalão do governo se referiu ao Partido dos Trabalhadores como um “movimento totalitarista obscurantista que busca destruir a história”. Para ele, “pessoas que saibam ler, escrever e têm acesso à internet não votam no PT”.

Assim como o antecessor, Weintraub acredita que as teorias de Olavo de Carvalho são a ponta de lança na luta contra o “comunismo” e o “marxismo cultural” nas universidades.

No fim do ano passado, ele e o irmão contaram na Cúpula Conservadora das Américas como as ideias do astrólogo os ajudaram a enfrentar o comunismo nas universidades. Em meio a uma explanação econômica e política, ele defendeu o modus operandi do filósofo. “A gente tem que ser mais engraçado que os comunistas, a gente tem que ganhar a juventude. Como ganha a juventude? Com humor e inteligência.”

Quando questionado sobre o golpe militar de 1964 e o período de ditadura, o ministro parece seguir a mesma linha do presidente Bolsonaro: “Evidentemente que houve ruptura em 1964. Mas essa ruptura foi dentro de regras. Houve excessos? Houve. Pessoas que morreram? Sim. É errado? É e infelizmente ocorreu. Mas num dia de protesto na Venezuela morreu mais gente do que em todo o período de regime.”

Na posse, o novo ministro fez questão de alfinetar Paulo Freire em seu discurso, fazendo coro aos que usam o educador como bode expiatório da má qualidade do ensino público brasileiro. “Se temos uma filosofia de educação tão boa, Paulo freire é uma unanimidade, por que temos resultados tão ruins?”, disparou.

Alexandre Putti

Alexandre Putti Repórter do site de CartaCapital

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