Educação

Sindicato se manifesta contra atividade em colégio militar do Rio que usou bandeira nazista

A instituição reforça ainda que, diferentemente da defesa da legislação brasileira às liberdades individuais, a divulgação de símbolos nazistas configura crime

Créditos: Reprodução
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O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) divulgou uma nota de repúdio após tomar conhecimento de uma encenação realizada nas dependências do Colégio Militar do Rio de Janeiro, realizada pelo Exército, e que envolveu o uso de uma bandeira nazista.

Durante a atividade, militares fardados chegaram a fazer saudação a Hitler.

Em sua manifestação, o sindicato disse que ficou surpreso com a atividade e questionou a finalidade pedagógica da ação já que professores não foram consultados previamente ou informados da proposta. O sindicato aponta ainda que estudantes também se mostraram surpresos diante a apresentação.

“Se o objetivo era pedagógico, por que professores, entre eles integrantes da equipe de História, não foram consultados ou convidados a participarem do planejamento da atividade?”, questiona.

O sindicato ainda sinaliza que o teor da apresentação chama a atenção já que a gestão da instituição se opõe à abordagem de alguns temas como igualdade de gênero, cultura e religiosidade africana ou igualdade de gênero sob a alegação de que ‘se tratam de pautas políticas que não devem ser abordadas na escola por destoarem do projeto pedagógico ou dos valores da instituição’.

A instituição reforça ainda que, diferentemente da defesa da legislação brasileira às liberdades individuais, a divulgação de símbolos nazistas configura crime.

‘Como pode a mesma instituição que se mostra tão reticente ao tratar de temas balizados por nossa legislação não demonstrar a mesma preocupação com tema tão sensível como o nazismo e o holocausto?, grafa o sindicato.

Segundo o Exército, a representação teatral sobre a 2ª Guerra Mundial tinha o objetivo de explicar a criação do distintivo da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Para isso foi encenado o momento da rendição de divisões alemãs e italianas aos brasileiros em abril de 1945, na cidade de Fornovo di Taro, palco de batalha homônima da qual participaram os pracinhas (membros da FEB). Ainda de acordo com os idealizadores, o uso dos equipamentos similares aos da época era para “conceber maior realismo à encenação”.

O Exército afirma que “não houve qualquer apologia à ideologia” e que “o sentido da encenação foi justamente o contrário”. Ou seja, “reverenciar a memória de brasileiros que lutaram bravamente em solo europeu e/ou defenderam o nosso litoral, combatendo pela liberdade mundial”.

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