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Sala de aula high-tech percorre a Colômbia

Educação

Em Tarapoto, na Amazônia colombiana, ir à escola é uma verdadeira odisseia. Em certas épocas do ano, as crianças chegam a levar 4 horas no trajeto, que apresenta uma série de riscos. Os barcos não são seguros, há o perigo dos raios durante as chuvas, do desabamento de árvores, além da ameaça de animais selvagens como as cobras. Com tantos obstáculos no caminho, não é surpreendente que muitos desistam da empreitada.

Sabendo que essa mesma realidade se repete em diversas regiões rurais e urbanas do país, a Samsung Colômbia teve uma ideia: e se as crianças não precisassem ir até a escola e, pelo contrário, a sala de aula viesse até elas?

Dessa proposição surgiu a NOMADA, um ambiente de aprendizagem tecnológico e itinerante que vem percorrendo a Colômbia. Batizado de Maloca (cabana), o projeto replica a experiência de aprendizado em uma Smart School. “O programa é um complemento ao sistema de ensino tradicional, melhorando o processo de aprendizado de estudantes matriculados em escolas públicas”, explica César Muñoz, gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Electronics Colômbia.

Composta por uma tela de 32 polegadas, tablets, mesas, tapetes e almofadas projetadas para o trabalho colaborativo, a “sala” foi inspirada na cultura de tribos nômades colombianas. “As crianças e jovens se reúnem em círculo e compartilham conhecimento, tornando o aprendizado mais divertido enquanto interagem com a tecnologia”.

barco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo Muñoz, para cada comunidade atendida foi pensado um plano pedagógico. “Há uma estratégia estruturada de trabalho social que permitirá que a NOMADA se adapte aos objetivos educacionais de cada grupo ao mesmo tempo em que respeita os valores culturais de cada localidade”, diz.

O projeto começou em Tarapoto e já passou por Bogotá, Monguí e Gameza. Neste mês, passará ainda por San Onofre e Medellín.

Ao longo de sua viagem pela Colômbia, a Maloca armazenará e compartilhará as experiências dos diferentes alunos que passarem pela atividade promovendo o intercâmbio de saberes. “O conhecimento transmitido atende não só as necessidades de cada comunidade como também permite que as pessoas possam explorar diferentes culturas”, diz Muñoz.

A Samsung planeja, ainda para 2016, ter oito unidades viajando por diferentes comunidades do país, além de manter a iniciativa visitando diferentes localidades durante vários anos. A empresa está avaliando também a possibilidade de replicar o modelo em outros países.

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Jornalista formada pela PUC-SP e bacharel em Letras pela USP. Já trabalhou no site da revista Crescer e escreve sobre educação desde 2013.

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