À PF, ministro da Educação diz que não quis ‘desrespeitar’ ao associar gays a ‘famílias desajustadas’

Milton Ribeiro foi intimado a dar explicações à Polícia Federal antes de possível abertura de inquérito por homofobia

O Ministro da Educação, Milton Ribeiro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Ministro da Educação, Milton Ribeiro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Educação,Justiça

Em um depoimento à Polícia Federal, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que “não quis desrespeitar ninguém” ao atribuir a homossexualidade a “famílias desajustadas”. A oitiva ocorre depois que o ministro Dias Toffoli pediu explicações a respeito das declarações do ministro em uma entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo o jornal, Ribeiro afirmou que “sua história atesta que não pensa que essas pessoas são inferiores, nocivas ou prejudiciais, pois tem postura de acolhimento e inclusão, tanto que aos 62 anos de vida é a primeira vez que se depara com esse tipo de situação de ter de responder por esse fatos”.

 

 

 

O ministro acrescentou ainda que “a família dos gays são famílias como a sua, que (ele) respeita e acolhe a orientação de cada um, que sua prática é a aceitação”. E  que “vivemos em um país democrático” e que respeita todas as orientações.

As explicações do ministro são o passo anterior a uma abertura ou não de inquérito criminal para apurar se Ribeiro cometeu o crime de homofobia.

Apesar das declarações atenuantes dadas à PF, Ribeiro afirmou categoricamente, na entrevista que originou todo o processo, que a homossexualidade “não é normal” e que “o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo” vêm, algumas vezes, de “famílias desajustadas”.

“É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero. Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo.”

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