Novo ministro da Educação: Especialistas temem privatização e cortes orçamentários

Decotelli é alinhado à equipe de Paulo Guedes e tem chancela dos militares, o que pode fortalecer militarização das escolas

Créditos: EBC

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Educação

Carlos Alberto Decotteli da Silva, nomeado nesta quinta-feira 25 como ministro da Educação, é o segundo economista a chefiar a pasta na gestão Bolsonaro. O primeiro foi Abraham Weintraub.

Com titulações na área econômica, Decotelli foi nomeado em fevereiro do ano passado como presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Há informações de que ele teve que ceder o cargo ao centrão.

Decotteli atuou na transição do governo junto à equipe do Ministério da Educação, em Brasília, momento em que apoiou a estruturação de ideias e estratégias para a gestão financeira da educação do Brasil.

Nas redes sociais, movimentos estudantis, estudantes e parlamentares de oposição não deixaram de mostrar preocupação com o alinhamento do novo ministro à equipe econômica de Paulo Guedes, dadas possíveis aberturas à agenda da privatização da educação a movimentos que defendem gestão empresarial para as redes educacionais e a continuidade de corte de recursos orçamentários para a área.

O fato de seu nome ser tutelado pela ala militar do governo também preocupa especialistas, já que uma das agendas do governo para a educação é ampliar a militarização das escolas.

Veja as repercussões da nomeação do novo ministro da Educação:

1. Rozana Barroso, presidenta da UBES

2. Celso Gianazzi, vereador (PSOL)

3. Isa Penna, deputada estadual (PSOL)

 

4. Andressa Pellanda, coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

 

 

5. Tábata Amaral, deputada federal

 

6. Ivan Valente, deputado federal (PSOL)

7. Iago Montalvão, presidente da UNE

 

8. Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

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Repórter do site CartaEducação

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