MEC vai aumentar nota de universidade que abrir espaço às escolas públicas

O ministro da educação, Abraham Weintraub, garantiu que 'universidades ruins' não serão beneficiadas com o bônus

O secretário de educação básica (SEB), Janio Macedo e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante lançamento do Programa Educação em Prática. Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil

O secretário de educação básica (SEB), Janio Macedo e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante lançamento do Programa Educação em Prática. Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil

Educação

O Ministério da Educação lançou na quarta-feira 6 o programa Educação em Prática, que prevê que as universidades ofereçam seus espaços para contribuir com a formação de alunos do Ensino Médio e também do Fundamental II (6º ao 9º ano). A ideia é que os alunos da rede pública possam usufruir da estrutura dessas instituições e de seus professores em atividades de tempo integral. Em contrapartida, as universidades que contribuírem com o programa ganharão pontos no Sinaes, sistema de avaliação do Ensino Superior.

Segundo o MEC, o programa terá adesão voluntária e podem participar universidades públicas e privadas. Ainda conforme afirmou o ministro da educação, Abraham Weintraub, “universidades ruins” não serão beneficiadas com o bônus. Para aderir ao programa, a instituição terá de ter nota acima da nota mínima de qualidade.

 

Segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, o programa é uma alternativa do governo para ampliar o acesso de estudantes ao ensino em tempo integral. Ele destacou que, hoje, para que todas as escolas de ensino médio pudessem oferecer atividades em tempo integral, seria necessário um investimento de R$ 12 bilhões ao ano.

“Temos várias escolas públicas do país que não tem um laboratório de qualidade, às vezes não têm nem uma quadra de esportes, não têm como fazer para levar para aquele aluno uma educação de melhor qualidade apesar de todos nossos desejos e anseios. E não temos recursos públicos no momento em quantidade para fazê-lo”, declarou Macedo.

O governo espera que as universidades parceiras usem seus alunos de pedagogia e licenciatura para dar aulas para os alunos da rede pública para “prática efetiva” em sala de aula, em uma espécie de “estágio supervisionado”.

Segundo o MEC, o Brasil tem 2.152 instituições de ensino superior privadas e 296 universidades públicas que podem aderir participar do programa. Os 38 institutos federais e os dois Centros Federais de Educação Tecnológica também podem participar do programa.

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