Mais 2.700 bolsas de pesquisa da Capes são cortadas

Em maio, o órgão já havia bloqueado 3.500 mil bolsas de mestrado e doutorado; MEC alega necessidade de 'contingenciar gastos'

Mais 2.700 bolsas de pesquisa da Capes são cortadas

Educação

Órgão de controle das pesquisas acadêmicas no Brasil, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) anunciou nesta terça-feira 4 mais um corte em bolsas de estudo. Desta vez o bloqueio foi de 2.724 bolsas de mestrado e doutorado.

O argumento da entidade, que pertence ao Ministério da Educação, é de que o bloqueio é necessário devido aos contingenciamentos de recursos que a pasta está realizando.

A decisão, que já era esperada, surge após o corte de 3.500 bolsas no mês de maio. O presidente da entidade, Anderson Ribeiro Correia, já havia então alertado para a possibilidade de mais cortes nos benefícios. No entanto, devido à repercussão negativa, 1.200 bolsas de cursos com os conceitos 6 e 7 foram reabertas.

Os conceitos são referentes às categorias que o órgão utiliza para avaliar os seus programas. Neste segundo corte, a entidade anunciou que as bolsas bloqueadas são referentes a cursos que foram avaliados em nota 3 ou 4.

Nos parâmetros da Capes, os cursos de pós-graduação podem ser avaliados de 3 a 7. É levado em conta, primordialmente, a produção científica do corpo docente e discente da universidade, a estrutura curricular do curso e a infraestrutura que a instituição dispõe para a pesquisa.

A nota 3 é usualmente dada a cursos novatos em sua implantação e/ou a instituições que ainda não sejam reconhecidas por seus cursos. O conceito de nota 5 é utilizado para cursos de excelência nacional e as notas 6 e 7 aos cursos de qualidade internacional.

 

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Estagiária de Jornalismo de CartaCapital.com.br

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