Lula: “Não troco meu diploma primário pelo de universitário do Weintraub”

O ex-presidente criticou a atual política educacional e declarou que o maior erro é ver a educação como gasto e não investimento

Ex-presidente Lula, em entrevista a CartaCapital. (Foto: Ricardo Stuckert)

Ex-presidente Lula, em entrevista a CartaCapital. (Foto: Ricardo Stuckert)

Educação

O ex-presidente Lula teceu duras críticas à política educacional do governo Bolsonaro, que tem à frente o ministro da Educação Abraham Weintraub. Em entrevista concedida ao site Fórum, o petista declarou que a atual gestão trata a educação como gasto e não como investimento.

“Veja quanto de trilhões os Estados Unidos têm de financiamento de bolsa. Agora, aqui no Brasil eles tratam educação como gasto. E colocam um analfabeto para ser ministro da Educação. Não um analfabeto preparado como eu. Porque eu, sinceramente, não troco o meu diploma primário pelo diploma universitário daquele cidadão. Porque além de ser ignorante, ele é grosseiro”, declarou.

 

Ele ressaltou as medidas que o PT colocou em prática, durante a sua gestão. “O que é que o PT fez de errado? O PT tentou consagrar aquilo [Direitos Constitucionais] em direitos concretos. Por isso que nós subsidiamos casa para as pessoas que ganham pouco, que é o cara que ganha mil reais e não tem como pagar 400 de aluguel. Ou ele come, ou ele paga aluguel. Por isso que garantimos ao pobre ir para a universidade. Pobre ir para universidade com bolsa. Ora, qual é problema de investir em bolsa e financiar estudante? Da mesma forma que você financia o empresário, você financia um estudante”, acrescentou.

Para Lula, Bolsonaro e Weintraub colocam o futuro do Brasil em risco com a falta de prioridade ao ensino. “Um país que não trata a educação com respeito, um país que acha que investir numa universidade é gasto, investir em ensino universitário é prejuízo, que não pode investir em pesquisa, que não pode financiar bolsa. O que esse país vai ser? Veja se você conhece algum país do planeta Terra que cresceu e desenvolveu sem antes investir numa coisa chamada educação”.

 

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