Educação
Greve na educação: Justiça suspende acordo de reajuste firmado entre governo e Proifes
Por falta de registro legal como sindicato, juiz decidiu que a instituição não pode representar a categoria docente
A Justiça Federal de Sergipe suspendeu o acordo firmado entre o governo federal e a Proifes-Federação no curso da greve dos servidores federais de educação.
O juiz Edmilson da Silva Pimenta, da 3ª Vara Federal de Sergipe, atendeu a uma ação protocolada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe, uma seção sindical do Andes, alegando que a Federação não teria legitimidade para representar a categoria, por falta de registro legal como sindicato e, portanto, ausência de requisitos constitucionais e legais necessários para representar a categoria docente.
Ao acolher a ação, o magistrado determinou que a “União Federal se abstenha de firmar eventuais acordos com o PROIFES- Federação, durante a Mesa de Negociação que trata acerca da reestruturação da carreira docente e sobre a deflagração da greve da categoria dos professores”.
O governo federal chegou a anunciar, na terça-feira 28, a assinatura de um acordo com a ‘entidade representativa docente’ e que, com isso, estaria pactuado um reajuste salarial à categoria em duas parcelas: janeiro de 2025 (9%) e maio de 2026 (3,5%), além de uma reestruturação na progressão entre os diferentes níveis da carreira.
Sindicatos que representam os docentes das universidades federais, bem como docentes e técnicos administrativos dos institutos federais, não colocaram fim à greve, por apontarem que a Federação não teria legitimidade de representação da categoria. As instâncias sindicais não aceitam a proposta do governo que não prevê reajuste orçamentário para a categoria este ano, e pleiteia outras agendas para apresentação de novas contrapropostas.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Universidades e institutos federais rejeitam acordo e dão continuidade à greve
Por Ana Luiza Basilio
Por que a privatização das escolas estaduais no Paraná é um erro
Por Requião Filho
Comissão do Senado aprova prorrogação do Plano Nacional de Educação para 2025
Por CartaCapital
MEC aprova resolução que prevê metade da formação de professores de modo presencial
Por CartaCapital



