Educação

Damares apoia decisão de retirar estudos de gênero de escolas de SC

A decisão de barrar estudos de gênero e sexualidade dos currículos escolares foi anunciada pelo governador do estado, Carlos Moisés (PSL)

Damares apoia decisão de retirar estudos de gênero de escolas de SC
Damares apoia decisão de retirar estudos de gênero de escolas de SC
A ministra Damares Alves. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Durante participação em um seminário sobre suicídio, automutilação e violência contra a mulher, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, na quinta-feira 29, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves fez uma declaração atacando o trabalho sobre gênero nas escolas, levando o tema para o campo da ideologia.

Ideologia de gênero é violência contra a criança. Não é diversidade sexual, não são os homossexuais, as lésbicas e os travestis. É além disso. Escolheram o Brasil como laboratório dessa teoria, mas estamos mandando um recado que acabou a brincadeira, nossas crianças não são cobaias”, declarou.

A fala vai ao encontro de uma recente decisão anunciada pelo governador do estado, Carlos Moisés (PSL) de impedir que os estudos de gênero façam parte dos currículos escolares. Em um vídeo divulgado no Twitter, Moisés afirma ter feito recomendações ao secretário da Educação, professor Natalino, que faça correções na Base Curricular da Educação Infantil e Fundamental do Estado, que ainda não chegou para aprovação, para que o termo seja retirado.

Deputados estaduais também têm feito pressão para a retirada da área atribuindo-a a um campo ideológico. No entanto, do ponto de vista acadêmico, a ideologia de gênero não passa de ficção. O que existe são os estudos de gênero, que buscam discutir as causas da desigualdade política, econômica e social entre homens e mulheres. Na visão de especialistas, associar esses estudos a ideologia é uma tática para minar a credibilidade dessas pesquisas.

Para os estudos de gênero, a desigualdade não é um destino natural e assentado nas diferenças biológicas entre homens e mulheres. Mas sim nos papéis socialmente construídos com base em interpretações dessas diferenças e portanto, mutáveis.

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