Após correção, presidente do Inep nega racismo em gabarito do Enem

Resposta de uma questão envolvendo trecho de 'Americanah', de Chimamanda Ngozi Adichie, mudou após questionamentos

A escritora Chimamanda Ngozi Adichie (Foto: Wikimedia Commons)

A escritora Chimamanda Ngozi Adichie (Foto: Wikimedia Commons)

Educação

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, afirmou que a mudança no gabarito do Enem 2020 envolvendo uma questão de raça não foi motivada por acusações de racismo.

Em entrevista ao portal G1, Alexandre Lopes disse que houve apenas “uma remissão errada”. “Não comentamos as questões. O que houve foi uma remissão errada. O gabarito não foi mudado por questão de racismo. O que houve foi a correção do gabarito”, afirmou.

A questão de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias trazia um texto em inglês, trecho do romance Americanah, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.  O texto mostra um diálogo entre uma mulher negra e sua cabeleireira. Na conversa, a cabeleireira pergunta porque a mulher não alisa o cabelo e a cliente responde “eu gosto do meu cabelo do jeito que Deus o fez”.

 

 

A questão perguntava sobre o posicionamento da cliente. O primeiro gabarito divulgado dizia que a resposta correta era a letra D, em que se afirmava que a postura da mulher “demonstrava uma postura de imaturidade”. Pouco depois, o Inep fez a correção para a alternativa C, que dizia existir ali uma “uma atitude de resistência”.

Neste domingo 31, acontece a aplicação da primeira edição do Enem digital.

*Com informações da Agência Brasil

 

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