Educação
Analfabetismo cai para 4,9%, a menor taxa da série histórica
Apesar da queda, o País ainda tem mais de 8 milhões de pessoas que não sabem ler ou escrever
A taxa de analfabetismo no Brasil caiu ao menor nível da série histórica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. De acordo com os dados, 4,9% dos brasileiros não sabiam ler ou escrever em 2025.
O cálculo se baseia nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). É a primeira vez que o índice de analfabetismo fica abaixo dos cinco pontos percentuais desde o início da pesquisa, em 2016.
Apesar da queda, o País ainda tem 8,4 milhões de pessoas analfabetas. Na comparação com 2024, há menos 592 mil pessoas que não sabem ler ou escrever um bilhete simples. Naquele ano, o índice de analfabetismo era de 5,3%, conforme o IBGE.
O levantamento aponta que mais de metade das pessoas analfabetas no Brasil vive na região Nordeste: são 4,8 milhões, o que equivale a 10,6% da população da região. Na sequência vêm as regiões Norte (5,7%), Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).
Desigualdade
A maior parte das pessoas analfabetas do Brasil está na faixa etária dos 60 anos ou mais: 4,9 milhões, ou 58% do total. Isso significa que 13,8% das pessoas idosas são analfabetas (na faixa entre 15 e 59 anos, a proporção é bem menor, de 2,6%).
“A diferença entre esses grupos da população reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos. Também indica que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização e foram alfabetizadas ainda na infância”, destacou pesquisador do IBGE William Kratochwill, analista da pesquisa.
O levantamento aponta, ainda, uma diferença expressiva nas taxas de analfabetismo entre os diferentes grupos étnicos. Enquanto entre os brancos há 2,8% de pessoas que não sabem ler ou escrever, entre os pretos ou pardos esse índice sobe para 6,5% – considerando todos os grupos etários.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Plano Nacional de Educação precisará de R$ 280 bilhões para cumprir metas, estima relator
Por Ana Luiza Basilio
As controvérsias da proposta de financiamento do novo Plano Nacional de Educação
Por Ana Luiza Basilio



