Economia
Trump aumenta tarifa sobre aço e alumínio para 50%; medida atinge o Brasil
Para o magnata, este é o caminho para combater países que continuam a vender os produtos a baixo custo no mercado norte-americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta terça-feira 3 a elevação de 25% para 50% das tarifas de importação de aço e alumínio. O decreto, que entra em vigor nesta quarta 4, atinge também o Brasil, o segundo maior fornecedor desses itens aos norte-americanos.
Segundo a ordem assinada pelo magnata, o objetivo é “combater de forma mais eficaz os países que continuam a despejar excedentes de aço e alumínio a preços baixos nos Estados Unidos”.
Trump anunciou a decisão na semana passada, durante a visita a uma fábrica da US Steel na Pensilvânia, berço da siderurgia americana.
Conforme dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, em 2024 o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço a Washington, com 4,08 milhões de toneladas — atrás apenas do Canadá, com 5,95 milhões de toneladas.
O Canadá já apresentou, em março, uma queixa à Organização Mundial do Comérciocontra a primeira leva de tarifas sobre o aço e o alumínio, sob o argumento de que elas são “incompatíveis com as obrigações dos Estados Unidos” no comércio internacional.
Em seu primeiro mandato, Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre o aço, mas depois recuou parcialmente e criou um programa de cotas para permitir a importação de aço e alumínio sem tarifas, devido à falta de poder da indústria americana para atender à demanda.
O Instituto Aço Brasil aponta que as cotas permitiam ao Brasil exportar até 3,5 milhões de toneladas de placas e semiacabados e 687 mil toneladas de laminados para o mercado americano sem a tarifa adicional.
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