Economia

Trump anula isenção de tarifas para pequenos pacotes enviados da China

O movimento alimenta temores de perturbação no comércio

Trump anula isenção de tarifas para pequenos pacotes enviados da China
Trump anula isenção de tarifas para pequenos pacotes enviados da China
O presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia tarifaço em 2 de abril de 2025. Foto: Saul Loeb/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira 2 um decreto que anula a isenção de impostos sobre pequenos pacotes procedentes da China, um movimento que alimenta os temores de perturbação no comércio.

A norma se aplicava a importações de até 800 dólares (cerca de 4,8 mil reais). Funcionários americanos apontaram o crescimento de sites de origem chinesa como Shein e Temu como o fator responsável pelo aumento das remessas que se beneficiavam dessa isenção.

A Casa Branca estima que o país processe mais de 4 milhões de pacotes isentos por dia. A partir de agora, esse tipo de remessa estará sujeita a uma tarifa de 30%, ou de 25 dólares (cerca de 150 reais) por item, que deve aumentar para 50 dólares em 1º de junho.

Perder essa isenção também significa que as empresas de comércio eletrônico terão de enfrentar inspeções mais frequentes e cumprir as normas sobre segurança nacional e alimentar. Segundo analistas, alguns artigos da Temu ou Shein podem deixar de ingressar nos Estados Unidos devido à carga tributária adicional.

Cifras oficiais americanas mostram que as remessas isentas totalizaram mais de 1,4 bilhão de pacotes no ano fiscal de 2024, 60% deles procedentes do gigante asiático. Outros varejistas, como a Amazon, também podem ser afetados.

Trump havia eliminado em fevereiro essa isenção tarifária, mas voltou atrás, após alterações logísticas graves. Naquela ocasião, Pequim acusou Washington de “politizar questões comerciais e econômicas e usá-las como ferramentas”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo