Economia

Taxa de desemprego fica em 13,9% no último trimestre de 2020

Análise do último trimestre da PNAD Contínua de 2020 traz saldo de ano que bateu recordes de desocupação na série histórica

Foto: NELSON ALMEIDA/AFP
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A taxa de desocupação entre trabalhadores brasileiros caiu para 13,9% no quarto trimestre de 2020, uma queda de 0,7 pontos percentuais depois de atingir o recorde de 14,6% no trimestre anterior.

Com isso, a população desocupada ficou em 13,9 milhões de pessoas. Os dados são da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE, publicada nesta sexta-feira 26.

Os indicadores trazem alguma reação do mercado frente ao ano de pandemia, mas as perdas comparadas aos anos anteriores ainda são altamente expressivas.

A média anual da população ocupada, por exemplo, ficou em 86,1 milhões de pessoas, o menor contingente da série anual desde o início da PNAD, em 2012. No último trimestre do ano, os ocupados eram 86,2 milhões de brasileiro, um aumento de 4,5% em relação ao trimestre anterior.

Há destaque também para a quantidade expressiva de pessoas desalentadas – aquelas que desistiram de procurar emprego devido ao contexto geral. A alta em relação a 2019 foi de 16,1%, um total de 5,5 milhões de pessoas, outro recorde anual registrado pela PNAD.

“Saímos da maior população ocupada da série, em 2019, com 93,4 milhões de pessoas, para 86,1 milhões em 2020. Ou seja, foi uma queda bastante acentuada e em um período muito curto, o que trouxe impactos significativos nos indicadores da pesquisa. Pela primeira vez na série anual, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%”, declarou Adriana Beringuy, analista da pesquisa no IBGE.

Trabalhadores de todos os estratos foram afetados. Em um ano, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, excluindo domésticos, teve redução recorde de 2,6 milhões, um recuo de 7,8%. Mas o contingente de domésticos diminuiu 19,2%, também a maior retração já registrada, indo para 5,1 milhões de trabalhadores.

Já os informais passaram de 41,1% em 2019 para 38,7% da força de trabalho em 2020, o que representa 33,3 milhões pessoas sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

Giovanna Galvani

Giovanna Galvani
É repórter do site de CartaCapital.

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