Sem aumento real, novo salário mínimo entra em vigor

Valor é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que deve avançar 5,2% em 2020

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. Foto: Evaristo Sá/AFP

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. Foto: Evaristo Sá/AFP

Economia

O salário mínimo de 1.100 reais passa a valer a partir desta sexta-feira 1º. O acréscimo é de 5,26% sobre o valor de 1.045 reais que vigorava até o dia 31 de dezembro. O reajuste, no entanto, apenas cobre a inflação e não garante aumento real do poder de compra.

 

 

O valor é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que deve avançar 5,2% em 2020. Os dados oficiais serão divulgados no próximo dia 12. Na útlima quarta-feira 30, o presidente Jair Bolsonaro anunciou  pelas redes sociais o reajuste.

“Assinarei ainda hoje MP que eleva o salário mínimo para R$ 1.100, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2021. É um aumento de 5,26% em relação ao valor atual (R$ 1.045). O valor de R$ 1.100 se refere ao salário mínimo nacional. O valor é aplicável a todos os trabalhadores, do setor público e privado, e também para as aposentadorias e pensões”, escreveu.

Em videoconferência com jornalistas nesta semana, o ministro interino da Economia, Marcelo Guaranys – que ocupa o posto durante as férias do titular, Paulo Guedes -, afirmou que “a correção considera a melhor estimativa que temos para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)”, previsto pelo boletim Focus da última segunda-feira 28.

“Esses benefícios geram impacto no Orçamento, mas estamos considerando os valores dentro do teto de gastos”, declarou.

Entre 2011 e 2019, vigorou o reajuste real do piso, ou seja, sempre acima da inflação. O aumento era calculado pela inflação do anterior mais o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

 

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem