Economia
Salário mínimo será de 1.030 reais em 2020, abaixo do projetado pelo governo
O governo decidiu aplicar apenas a inflação para corrigir o valor. Até este ano, a variação do PIB dois anos antes também incidia na conta
O salário mínimo vai ficar abaixo do projetado pelo governo em 2020. O Orçamento do próximo ano encaminhado ao Congresso previa que o salário fosse de 1.039 reais mas o valor ficará em 1.030. A diferencia é explicada por uma previsão menor de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE, que costuma reajustar os salários. Atualmente, o piso é de 998 reais.
Será a primeira vez que o valor ficará acima da marca de mil reais. Até este ano, o salário era reajustado pelo INPC mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, garantindo ganho acima da inflação, quando a economia cresce. No entanto, o governo decidiu aplicar apenas a correção pela inflação para o salário.
Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.
Segundo o governo, o espaço fiscal com o valor real, se comparado ao projetado – cada 1 real de salário representa um gasto extra de 300 milhões -, será utilizado para ajudar a aumentar os gastos com investimentos no próximo ano.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



