Economia

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Sabotagem explícita

O BC insiste na política de juros siderais e o Senado esboça uma reação

Fantasmas. A inadimplência recorde nas compras com cartão de crédito preocupa o governo. Campos Neto já não é mais unanimidade na Faria Lima – Imagem: Albari Rosa/AEN/GOVPR e Edilson Rodrigues/Ag. Câmara
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A nítida divisão entre os economistas de bancos, que apostam em uma redução da Selic pelo Banco Central em agosto, e os economistas ligados a atividades produtivas ou ao governo, preocupados com o risco de uma recessão em consequência da demora em baixar os juros estratosféricos, apesar de os fundamentos macroeconômicos indicarem a possibilidade de uma suavização, sugere a existência de um impasse nas interpretações dos atos e das atas da autoridade monetária. Em outras palavras, os comunicados e as práticas do BC não sinalizam, de modo minimamente claro e aceitável, uma saída do impasse atual e o problema da relação entre a taxa de juros e o crescimento econômico talvez necessite de uma solução política.

A divergência nas avaliações acentuou-se após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que, apesar de abrir uma porta para se esperar a redução dos juros, estimada entre 0,25% e 0,50%, em agosto, não deixa dúvida de que o BC manterá uma espada sobre movimentos da economia que não se encaixem no seu esquema de interpretação da realidade. Isso inclui, se necessário, segundo os critérios do Banco Central, a continuidade dos juros de 13,75% além de dezembro.

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