Economia

Quem realmente exerce o poder em uma economia capitalista?

Em livro, Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo expõem o dissimulado domínio exercido por poucos sobre a humanidade

Economistas com sólida experiência acadêmica, Gabriel Galípolo e Luiz Gonzaga Belluzzo lançam o livro 'Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo' nesta segunda-feira 10, em São Paulo
Economistas com sólida experiência acadêmica, Gabriel Galípolo e Luiz Gonzaga Belluzzo lançam o livro 'Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo' nesta segunda-feira 10, em São Paulo
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O leitor interessado em conhecer a assombrosa travessia do capitalismo, da sociedade e das ideias, desde o começo do século XX até os dias atuais, conta, a partir de hoje, com um mapa qualificado. Trata-se do livro Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo, de Luiz Gonzaga Belluzzo, colunista de CartaCapital, e Gabriel Galípolo, colaborador desta publicação.

Economistas com sólida experiência acadêmica, empresarial e no setor público, eles lançarão a publicação da Editora Contracorrente e da Facamp às 19 horas desta segunda-feira, dia 10, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, número 1731, em São Paulo.  

Em texto ágil, de parágrafos curtos e bem humorado, os autores decifram a retórica dos assim chamados especialistas e revelam tratar-se de recurso dissimulador do domínio exercido por uns poucos sobre quase toda a humanidade. Na introdução, e depois no quinto capítulo, Belluzzo e Galípolo demolem com precisão e sem piedade as colunas de sustentação da corrente dominante na economia e as formulações dos seus economistas.

Assim desanuviado o horizonte, percorrem, no primeiro capítulo, a principal experiência de controle político dos excessos inerentes ao capitalismo, o New Deal do presidente americano Franklin Delano Roosevelt. A epopeia é examinada de modo a destacar os ganhos para a sociedade em vez da polêmica na interpretação dos seus efeitos econômicos.

A globalização, tema do segundo capítulo, aparece despida da apologia e da mistificação costumeiras. Os autores mostram a sua essência de acirradora da concorrência, nos movimentos de deslocamentos territoriais da produção e de formação de megaempresas integradoras de cadeias de valor.

O incesto entre o sistema financeiro e a política, de consequências desastrosas para a humanidade, é abordado no terceiro capítulo, e no seguinte os autores desnudam a relação promíscua entre a academia e o mundo dos negócios.

Dedicado ao País, o sexto capítulo vai ao ponto: “Na etapa atual da Grande Estagnação, o Brasil, com suas taxas de juros, desempenha a honrosa função de tesouraria das empresas transnacionais sediadas no país, travestindo o investimento em renda fixa com a fantasia do investimento direto.”

Livro Os autores não se escondem sob o véu esburacado de uma neutralidade científica inexistente. Ao contrário, declaram de que lado estão, nesta passagem do epílogo:

“A resposta esperançosa à Pergunta ao Futuro depende crucialmente da capacidade de mobilização democrática e radical dos Deserdados, os perdedores na liça da concorrência global. Esta perspectiva projeta a democracia em exercício pleno, pela construção permanente de instâncias de participação da cidadania nas decisões cruciais para a vida e o destino de mulheres e homens.”

CartaCapital

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