Economia
Preço do petróleo sobe por possível agravamento do conflito Israel-Hamas
Israel prepara uma ofensiva terrestre em resposta ao ataque lançado pelo Hamas no sábado
Os preços do petróleo dispararam nesta sexta-feira 13, impulsionados pelo temor de um prolongamento da guerra entre Israel e o movimento islamita palestino Hamas na região mais rica em hidrocarbonetos do mundo.
O barril Brent, de referência na Europa e para entrega em dezembro, subiu 5,68%, para US$ 90,89, ultrapassando a barreira dos 90 dólares pela primeira vez em dez dias.
Já o barril West Texas Intermediate (WTI), negociado no mercado americano e para entrega em novembro, avançou 5,76%, cotado a 87,69 dólares.
“Preocupa muito a entrada de Israel em Gaza”, disse Phil Flynn, do Price Futures Group.
Israel prepara uma ofensiva terrestre em resposta ao ataque lançado pelo Hamas no sábado, e pediu aos habitantes do norte da Faixa de Gaza que saiam dali.
Os operadores do mercado também reagiram às declarações do número dois do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah, que mencionou a possibilidade de abertura de uma nova frente.
“Não sabemos o que significa isso”, disse Flynn. “O Irã vai lançar ataques a partir de outros países, Líbano ou Iêmen?”
“E se houver revelação de que o Irã participou da preparação [do atentado do Hamas], isso vai gerar represálias”, argumentou Mark Waggoner, de Excel Futures. “Não acredito que os Estados Unidos ataquem o Irã, mas Israel poderia fazê-lo”, acrescentou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



