Economia

Preço da gasolina cai pela 11ª semana consecutiva nos postos, aponta ANP

Diesel e etanol também tiveram uma leve queda nesta semana, conforme o monitoramento da agência

Preço da gasolina cai pela 11ª semana consecutiva nos postos, aponta ANP
Preço da gasolina cai pela 11ª semana consecutiva nos postos, aponta ANP
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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O preço da gasolina registrou uma queda pela 11ª semana seguida, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo. O custo médio nos postos passou de 5,65 para 5,63 reais por litro, o menor valor desde agosto.

Já o preço do diesel recuou de 6,13 para 6,12 reais, enquanto o etanol saiu de 3,56 para 3,54 reais.

Segundo a ANP, o maior preço de gasolina no País (7,70 reais) foi registrado no Amazonas.

Na abertura do mercado nesta sexta, o preço da gasolina nas refinarias brasileiras estava, em média, 7 centavos por litro acima da paridade medida pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis.

Questionado sobre a possibilidade de novos cortes em uma conferência com analistas, o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Claudio Schlosser, afirmou que o cenário ainda é de volatilidade.

“Um dos valores centrais de nossa estratégia de preços é justamente mitigar volatilidade no mercado internacional e não transferir essa precificação para o mercado brasileiro”, declarou. “O que observamos no momento é volatilidade muito grande.”

Segundo ele, a Petrobras poderá reajustar seus preços se houver “consolidação dos preços em outro patamar”.

Os últimos reajustes anunciados pela estatal ocorreram em 19 de outubro. Naquela ocasião, o diesel sofreu uma alta de 25 centavos por litro, enquanto a gasolina teve uma redução de 12 centavos nas refinarias.

A Petrobras registrou um lucro líquido recorrente de 26,6 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2023, uma queda de 41,5% na comparação com o mesmo período de 2022, conforme balanço divulgado na quinta-feira 9.

A redução se deve, segundo a empresa, à queda do preço do petróleo e das margens dos derivados no mercado internacional. A estatal avalia que os números do ano passado refletiram “um cenário atípico” de preço elevado do petróleo Brent, a viabilizar “resultados financeiros recordes para as companhias”.

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