Economia
Petrobras interrompe perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido
O acidente ocorreu no último domingo 4. A empresa afirma não haver danos ambientais nem riscos à segurança da operação
A Petrobras decidiu paralisar momentaneamente suas atividades na Foz do Amazonas após constatar um vazamento de fluido durante uma operação de rotina no último domingo 4. O acidente ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Em comunicado internado revelado pela CNN Brasil e confirmado pela reportagem de CartaCapital, a estatal relatou que após descartarem anormalidades aparentes na superfície, técnicos acionaram um veículo operado remotamente, que localizou o vazamento a aproximadamente 2.700 metros de profundidade, com descarga direta para o mar.
De acordo com a estatal, a perda de fluido foi imediatamente contida e isolada. As linhas com defeito serão levadas à superfície para avaliação e reparo, informou a empresa em nota. A Petrobras ainda disse ter acionado os órgãos competentes e destacou não haver problemas com a sonda, nem riscos à segurança da operação. “O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.”
A perfuração do poço Morpho ocorreu em outubro passado, no mesmo dia em que o Ibama publicou a autorização para que a petrolífera brasileira faça prospecção na Margem Equatorial. O processo se arrastava há cinco anos, à sombra de críticas de ambientalistas e organizações da sociedade civil pelo potencial dano ambiental da operação.
Segundo a estatal, a perfuração deve durar aproximadamente cinco meses. Durante esse período, serão coletados dados geológicos que permitirão avaliar a viabilidade econômica da área. A atividade é considerada exploratória, ou seja, não há produção de petróleo nesta fase.
Ao todo, a Margem Equatorial é uma área de 2.200 quilômetros ao longo da costa, próxima à Linha do Equador, e é apontada como o novo “pré-sal”, por seu potencial de produção de petróleo. Ela começa no Amapá e vai até o litoral do Rio Grande do Norte, passando pelas bacias Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Entidades ambientais acionam a Justiça para suspender licença para a Petrobras na Foz do Amazonas
Por Vinícius Nunes
Policiais do Amazonas são presos com 72 quilos de ouro, avaliados em R$ 45 milhões
Por CartaCapital



