Economia

Os sinais do Copom sobre a próxima reunião, após cortar Selic a 14,25%

O Comitê defendeu ‘serenidade e cautela na condução da política monetária’

Os sinais do Copom sobre a próxima reunião, após cortar Selic a 14,25%
Os sinais do Copom sobre a próxima reunião, após cortar Selic a 14,25%
Imagem: Jonas Pinheiro/Agência Senado
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O Comitê de Política Monetária do Banco Central não indicou com clareza a tendência para sua próxima reunião, após reduzir a taxa básica de juros do País, a Selic, de 14,5% para 14,25% nesta quarta-feira 17.

O próximo encontro dos diretores acontecerá em 4 e 5 de agosto. No comunicado em que anunciou o resultado desta quarta, o Copom mencionou as incertezas no ambiente externo, com a indefinição sobre os termos do acordo entre Estados Unidos e Irã, e uma aceleração na atividade econômica nacional no primeiro trimestre.

Diante de um cenário marcado “por forte aumento da incerteza”, prossegue a nota, “o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária”. Segundo o texto, o período prolongado de manutenção da Selic em um nível elevado apresentou evidências de impacto sobre a desaceleração da atividade econômica.

“Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”, indica o comunicado.

A nova reunião do Copom ocorreu cinco dias depois de o IBGE divulgar que o IPCA, considera a inflação oficial do País, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração frente aos 0,67% de abril.

No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,72%. A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual — ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

O Copom também sinalizou haver diferentes trajetórias de juros compatíveis com a convergência da inflação à meta. Nas simulações atuais, segundo o Comitê, a trajetória “implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir do horizonte relevante vigente na próxima reunião estariam situadas abaixo da meta”.

“Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.”

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