Economia

O apelo de Haddad ao novo presidente da Câmara para evitar pauta-bomba

O ministro entregou a Hugo Motta uma relação de 25 medidas consideradas prioritárias pela equipe econômica

O apelo de Haddad ao novo presidente da Câmara para evitar pauta-bomba
O apelo de Haddad ao novo presidente da Câmara para evitar pauta-bomba
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Foto: Diogo Zacarias/MF
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou ter pedido ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que evite “pautas-bomba”, a fim de garantir a estabilidade fiscal do País.

Em entrevista à GloboNews, o petista afirmou que a expectativa de sua pasta é que a política de ajuste nas contas públicas se transforme em uma agenda prolongada e não seja uma prioridade apenas do governo Lula (PT).

“Eu fui discutir com o presidente Hugo Motta hoje 15 outras medidas, oito das quais estão em tramitação, parte na Câmara, parte no Senado. É uma construção”, disse Haddad. “Evitando pauta-bomba, evitando distorções, atacando ineficiências e, se fizermos isso, não estamos longe de conseguir a estabilidade brasileira em termos fiscais.”

Mais cedo, Haddad entregou a Motta uma relação de 25 medidas consideradas prioritárias pela equipe econômica para 2025 e 2026.

Estão na lista a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, a limitação dos supersalários, a reforma da previdência dos militares e a regulamentação econômica das big techs.

O projeto se divide em três pilares: estabilidade macroeconômica, melhoria do ambiente de negócios e plano de transformação ecológica.

Motta, por sua vez, disse após o encontro que a Câmara terá uma “postura colaborativa” com a agenda de Haddad.

“Teremos uma relação de lealdade, não diria à agenda do governo, mas lealdade ao País”, afirmou. “De poder sempre, com muita franqueza, dizer o posicionamento que esta Casa tem sobre determinado tema. Ouviremos sempre o colégio de líderes e dividiremos sempre as nossas responsabilidades.”

O governo espera que a troca de comando na Câmara, com a saída de Arthur Lira (PP-AL) e a chegada de Motta, facilite a aprovação de iniciativas na área econômica. No Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) no lugar de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) planta mais dúvidas do que certezas.

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